O cantor V, integrante do BTS, se manifestou nas redes sociais nesta sexta-feira (20) e disse que não teve intenção de tomar partido no conflito. Em um story no Instagram, ele explicou que o trecho citado no documento judicial fazia parte de uma conversa cotidiana e pessoal com alguém que conhecia, razão pela qual respondeu com empatia.
“Essa foi parte de uma conversa privada do dia a dia com alguém que eu conhecia. Não tenho nenhuma intenção de tomar partido. No entanto, fiquei muito surpreso ao saber que essa conversa foi apresentada como prova sem meu consentimento”, afirmou.
A agência BigHit Music declarou que o idol apenas respondeu de forma empática durante uma conversa privada e que suas falas não representam concordância com declarações específicas da executiva. A empresa acrescentou que o artista demonstrou desconforto com o uso do conteúdo como prova judicial. Min Hee-jin já havia trabalhado com V na produção do seu álbum solo “Layover”, lançado em 2023.
A revelação veio à tona após a divulgação do conteúdo da sentença de primeira instância do Tribunal Distrital Central de Seul, que decidiu a favor da ex-CEO da ADOR em sua ação contra a HYBE relacionada a um contrato de ações. A Justiça determinou que a empresa pague cerca de 25,6 bilhões de wons (cerca de 100 milhões de reais) à executiva.
No documento, os juízes afirmaram que o conflito foi exposto publicamente primeiro pela própria HYBE e rejeitaram as principais acusações feitas contra Min Hee-jin, incluindo a alegação de que ela teria tentado assumir o controle da ADOR ou retirar o grupo NewJeans da empresa.
A sentença também mencionou a polêmica envolvendo a suposta semelhança entre os girl groups ILLIT e o NewJeans. Nesse contexto, uma nota de rodapé citou uma mensagem de V afirmando que também achou certos aspectos “parecidos”, o que acabou gerando repercussão após a divulgação do documento.
A HYBE apresentou recurso contra a decisão, e o caso ainda deve ter novos desdobramentos na Justiça sul-coreana.

