Entrevista, booking, tradução: Guto Togo
Design: Jessica Fernandes
Elyn Leong, um dos principais nomes da Malasia, apresenta “Call 911” como uma faixa marcada por urgência emocional e honestidade, explorando o momento em que sentimentos não podem mais ser ignorados. Na estreia da carreira solo, ela destaca a liberdade como eixo central, enfatizando a importância de se expressar sem se moldar a expectativas externas.
A artista também comenta que a música nasceu de um acúmulo emocional e de experiências de pressão e autossilenciamento, reforçando que ser forte não significa guardar tudo para si. Ela observa que temas como relações confusas e “jogos emocionais” são universais, especialmente em um cenário contemporâneo de incertezas afetivas.
Ao longo da entrevista, Elyn reflete sobre sua trajetória no CHUANG Asia, destacando a resiliência como principal aprendizado, além da importância de permanecer fiel à própria identidade em meio às pressões da indústria.
Confira a entrevista completa para à HIT! Magazine:
TIME HIT: Qual é a principal mensagem que você quer transmitir com “Call 911”? E também com sua carreira solo?
ELYN LEONG: “Call 911” fala muito sobre aquele momento em que você percebe que não dá mais para ignorar o que está sentindo. É sobre urgência emocional, quando o seu coração literalmente está pedindo ajuda.
Na minha carreira solo, acho que a mensagem é liberdade. Ser livre para me expressar, para sentir intensamente e para ser honesta sobre quem eu sou, mesmo que não seja perfeita.
TIME HIT: A música usa “Call 911” como metáfora para um ponto de ruptura emocional. Houve alguma experiência pessoal que inspirou esse conceito?
ELYN LEONG: Sim… acho que todo mundo já teve momentos em que se sente sobrecarregado, mas não sabe como pedir ajuda. Para mim, não foi apenas uma situação, foi um acúmulo de emoções ao longo do tempo.
Tive momentos em que guardei tudo para mim, tentando me manter forte, até perceber que… ser forte não significa ficar em silêncio.
TIME HIT: A música fala sobre alguém que está “cansado de jogos”. Você acha que isso é algo que muitas pessoas passam hoje em dia?
ELYN LEONG: Com certeza. Sinto que, no mundo de hoje, muitas pessoas estão cansadas de intenções pouco claras, sinais confusos e jogos emocionais… Seja em relacionamentos, amizades ou até no trabalho. Em algum momento, você só quer algo de verdade.
TIME HIT: Você mencionou que essa música é “verdadeiramente sua”. O que torna esse projeto mais pessoal do que os seus trabalhos anteriores?
ELYN LEONG: Foi a primeira vez que senti que não estava tentando me encaixar em nada. Cada decisão (o som, a emoção, a mensagem) veio de um lugar muito honesto. Reflete como eu realmente me sinto, não apenas como eu acho que deveria me sentir. Por isso parece algo realmente meu.
TIME HIT: É descrito que esse debut é como um “novo capítulo”. O que exatamente ficou para trás e o que está levando com você?
ELYN LEONG: Acho que deixei para trás a necessidade de estar sempre me provando para os outros. Mas levo comigo tudo o que aprendi; a disciplina, o amor pelo palco e as pessoas que acreditaram em mim desde o começo. Essas coisas sempre vão permanecer comigo.
TIME HIT: Participar do “CHUANG Asia” e fazer parte do Gen1es te deu exposição internacional. Qual foi a maior lição que você aprendeu nessa fase?
ELYN LEONG: A maior lição foi a resiliência. Tive muitos momentos de pressão, incerteza e dúvidas sobre mim mesma… mas aprendi a continuar mesmo quando não estava no meu melhor. Também aprendi que o crescimento nem sempre é confortável, mas é necessário.
TIME HIT: Como você gostaria que o público te descrevesse após conhecer seu primeiro projeto solo?
ELYN LEONG: Espero que sintam que eu sou real. Não perfeita, nem intocável, apenas alguém que sente profundamente e expressa isso através da música.
TIME HIT: Como você espera impactar jovens que estão passando por situações parecidas com as que são retratadas na sua música?
ELYN LEONG: Espero que eles se sintam menos sozinhos. Se alguém ouvir minha música e se sentir compreendido, ou perceber que tudo bem se afastar de algo que faz mal, sso já significa tudo para mim.
TIME HIT: Você fala sobre “retomar seu valor próprio”. Particularmente, qual é o maior desafio nessa nova fase? E se pudesse dar um conselho para a sua versão mais jovem no início da carreira, o que diria?
ELYN LEONG: O maior desafio é permanecer fiel a quem eu sou, especialmente quando existem tantas vozes externas dizendo quem você deveria ser. Se eu pudesse falar com a minha versão mais jovem, eu diria:
“Você não precisa ter pressa. Não precisa ser tudo ao mesmo tempo. Apenas seja honesta. As pessoas certas vão te encontrar.”
TIME HIT: A rotina de um artista na indústria do entretenimento pode ser muito intensa. O que você gosta de fazer no seu tempo livre?
ELYN LEONG: Na verdade, eu gosto de coisas bem simples. Gosto de ouvir música, escrever no diário, às vezes, só ficar sozinha recarregando as energias. Também adoro qualquer coisa que me permita me expressar criativamente, mesmo fora da música.
TIME HIT: A Malásia é um país com uma cultura muito rica. O que você gostaria que as pessoas entendessem sobre a cultura malaia?
ELYN LEONG; A Malásia é, acima de tudo, sobre harmonia na diversidade. Crescemos cercados por diferentes línguas, tradições e culturas, e isso, naturalmente, molda a forma como vemos o mundo; com mais abertura e compreensão. Acho que isso é algo muito especial.
TIME HIT: Em termos de diversidade cultural, o Brasil e a Malásia compartilham algumas semelhanças. Quais aspectos da cultura brasileira chamam sua atenção?
ELYN LEONG: Eu amo como a cultura brasileira é expressiva e apaixonada. Existe um forte senso de ritmo, energia e emoção, especialmente na música e na dança. E eu me sinto muito conectada com isso como artista.
TIME HIT: Se você tivesse a oportunidade de visitar o Brasil, qual seria a primeira experiência cultural que gostaria de ter?
ELYN LEONG: Eu com certeza gostaria de vivenciar a música e a dança de perto, talvez assistir a uma apresentação ao vivo ou até tentar aprender. E claro… eu realmente quero experimentar a comida brasileira autêntica.
TIME HIT: Você mencionou que já está preparando novos projetos. Eles seguirão a mesma direção de “Call 911”? Algum spoiler?
ELYN LEONG: “Call 911” é só o começo. Acho que a honestidade emocional sempre vai permanecer, mas quero explorar diferentes lados de mim, talvez sons diferentes, climas diferentes. Não quero me limitar a uma única versão de quem posso ser.
TIME HIT: Por fim, por favor, deixe uma mensagem para seus fãs.
ELYN LEONG: Obrigada por continuarem comigo, mesmo em meio às mudanças e incertezas. Este é apenas o começo de uma nova jornada, e espero que possamos crescer juntos. Vou continuar sendo honesta na minha música e espero que vocês sempre encontrem um pedaço de si mesmos nela 🤍
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