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Destaques, Entrevistas

Amethyst: o som da transformação e da dualidade no novo capítulo – Entrevista REIRIE

Entrevista, booking, tradução: Guto Togo

Design: Jessica Fernandes

A dupla REIRIE retorna com o novo EP, Amethyst, um trabalho que vai além da música e se posiciona como um reflexo direto de emoções reais, contradições internas e transformação artística. Formado por REI e RIE, o duo constrói uma identidade que transita entre o delicado e o caótico, misturando influências do rock, pop e cultura alternativa japonesa.

Nesta entrevista exclusiva com a HIT! Magazine, elas falam sobre o significado por trás do título, o processo criativo do projeto e como suas experiências individuais moldaram um som mais honesto e sem filtros. Entre dualidade, intensidade e liberdade de expressão, Amethyst marca um novo momento na trajetória do REIRIE.

Confira a entrevista completa para à HIT! Magazine:

TIME HIT: “Amethyst” é uma palavra que simboliza proteção espiritual e transformação. Por que vocês escolheram esse título para o EP?

REI: Ametista também é conhecida como a “pedra protetora do amor” e é a pedra do mês de fevereiro. Colocamos nesse álbum o desejo de que ele se torne algo como um amuleto para todos que o ouvirem. Além disso, quando misturamos as cores do duo (azul e rosa) obtemos o roxo, achei isso muito característico do REIRIE e muito bonito.

RIE: As pedras preciosas são encantadoras porque mudam de expressão dependendo do ângulo de onde são vistas, não é? O REIRIE expressa diversos gêneros musicais e emoções. Especialmente neste álbum, há muitas obras que podem ser vistas de diferentes perspectivas, e acho que cada uma delas tem uma “expressão” diferente, como uma joia, o que torna a experiência bem interessante. Como a REI disse, quando as nossas cores se misturam, viram uma ametista. Daqui em diante, queremos continuar aproveitando juntas essas transformações e mudanças.

TIME HIT: Como acham que este trabalho representa a evolução do REIRIE desde a formação até agora?

REI: Desde que nos reencontramos em 2023, vejo o REIRIE não como uma continuação do passado, mas como uma atualização. Este EP reúne, exatamente como são, as emoções reais que encontramos ao longo desse processo, assim como a expansão das nossas formas de expressão. Acho que transmite bem essa sensação de seguir em frente, mesmo com incertezas.

RIE: Estamos expressando as realidades que cada uma de nós foi trazendo ao longo do tempo. Justamente por isso, não há falsidade, tudo está refletido na obra. Mesmo quando nos observamos de forma mais distante, sinto que nós duas estamos sempre em constante atualização.

TIME HIT: Entre as cinco músicas incluídas no novo trabalho, há alguma que representa melhor o REIRIE atual?

REI: Acho que a que mais representa o REIRIE de agora é “BaD=DoLL”. É uma música em que mostramos, sem filtros, até as partes que não são bonitas e os nossos impulsos. Sinto que ela está mais próxima do nosso núcleo neste momento.

RIE: “BaD=DoLL”! No mundo, existem diversas formas de amor, não é? Na base do REIRIE, também existe um amor inabalável. As emoções que nos preenchem ao amar, assim como as que perdemos… até aquilo que normalmente gostaríamos de esconder, nós nos divertimos transformando em música. Não fala só de amor, é uma obra com letras e sonoridades que atingem diversas emoções. Acho que ela reúne bem o nosso charme e a nossa  essência.

TIME HIT: “BaD=DoLL” transmite uma energia agressiva, quase caótica. Que parte da visão artística de vocês essa música representa?

REI: “BaD=DoLL” é uma música em que lançamos, do jeito que são as contradições dentro de nós e as emoções que não conseguimos controlar.
Acho que uma parte da visão do REIRIE é justamente essa ideia de que não apenas o que é bonito ou bem organizado, mas também as partes quebradas podem ser belas.

RIE: Tornar-se agressivo consome muito da nossa energia mental e física. Mas essas emoções, que fazem parte de nós, são difíceis de descartar e acabam ficando sem lugar. 

Quando penso em quantas pessoas envelhecem carregando isso sem nunca colocar para fora, sinto que quero me posicionar à frente e dizer: “tudo bem! Quero gritar com firmeza quando algo é ruim.”.


Espero que, ao ouvir essa música, as pessoas consigam se libertar junto com a gente. É completamente natural ter esses sentimentos. E até essas emoções, como também aparece na letra, eu canto com o desejo sincero de acolhê-las e amá-las profundamente, mais do que qualquer outra coisa.

TIME HIT: Por outro lado, “Not Philosophy” transmite emoções mais cruas e delicadas. Você acha que essa dualidade está no centro da identidade do REIRIE?

REI: Acho que essa dualidade está bem no centro, sim. Força e fraqueza são coisas inseparáveis. E músicas como “Not Philosophy” valorizam mostrar quem somos de verdade, sem filtros. Justamente porque nenhum desses lados é mentira, é isso que forma o REIRIE.

RIE: Acho que sim. Se você vive com força, também vai ter momentos de fraqueza, isso é algo natural para qualquer pessoa. Mas vivemos em uma sociedade onde muita gente tenta esconder essa parte real, e isso muitas vezes torna tudo sufocante. Transformar o ato de não mostrar em uma estética acaba sendo entediante.
Não só a dualidade, mas queremos continuar expressando diferentes facetas e perspectivas nas nossas obras.

TIME HIT: Embora o REIRIE tenha raízes na cultura idol, também se conecta com o rock e a cultura alternativa. Como vocês descreveriam a experiência de um show de vocês?

REI: Mantemos aquela proximidade típica dos idols, mas também temos momentos em que liberamos as emoções como no rock. Queremos realmente mexer com os sentimentos de quem está assistindo. Criar um espaço onde possamos nos “quebrar” e seguir vivendo juntos, é esse tipo de experiência que buscamos.

RIE: Justamente porque nossas raízes são diferentes, tivemos a chance de entrar em contato com várias origens musicais ao transformar isso em expressão nas nossas obras.
Por isso, tanto os shows quanto as músicas são sempre muito reais. Em cada canção, mudamos completamente para aquela emoção, então o show é intenso e muito divertido. Show é simplesmente o melhor.

TIME HIT: Existe alguma diferença entre o REIRIE no estúdio e no palco?

REI: Não é algo que eu pense como “por estar no estúdio” ou não. Acho que varia mais de acordo com meus sentimentos e meu estado naquele dia. Mas no palco, parece que tudo se resume às emoções daquele instante.
Mesmo sendo a mesma música, com os calls e com os fãs ali na nossa frente, ao vivo ela se transforma em algo completamente diferente e isso é algo muito especial.

RIE: Não, não tem.

TIME HIT: A música do REIRIE, além de rock e pop, carrega uma estética que ressoa fortemente com a cultura pop japonesa. Houve algum anime, artista ou obra que influenciou a identidade musical e visual de vocês?

REI: Acho que fui bastante influenciada pela cultura do hip-hop japonês. Também gosto de anime e dessa sensação de um mundo onde a fronteira entre o real e o irreal é meio ambígua. Acho que isso acaba aparecendo tanto nas músicas quanto nas imagens visuais.

RIE: Desde pequena, morei em lugares como as Filipinas, então tive contato com músicas de várias partes do mundo. Em termos de influência, acho que não vem só do Japão, mas da cultura musical global como um todo.

TIME HIT: Se as músicas da REIRIE fossem usadas como tema ou trilha em anime ou filme, que tipo de história ou universo combinaria?

REI: Acho que combinaria com um universo um pouco sombrio, mas que ao mesmo tempo tem uma certa fragilidade. Algo bonito, mas que parece que pode se quebrar a qualquer momento… músicas que acompanham histórias que seguem em frente mesmo sendo imperfeitas.

RIE: Em qualquer tipo de obra, conseguimos extrair emoções e expressá-las ao máximo, então queremos fazer de tudo.

TIME HIT: Quando alguém do outro lado do mundo ouvir a música da REIRIE pela primeira vez, que tipo de sentimento vocês gostariam que essa pessoa sentisse?

REI: Mesmo que a pessoa não entenda o idioma, ficaria feliz se ela sentisse “algo”. Pode ser força, pode ser solidão… qualquer emoção. Se a REIRIE conseguir tocar, nem que seja um pouco, o que existe dentro dessa pessoa, já me deixa feliz.

RIE: Acho que é algo que quem escuta decide, então quero que cada um interprete livremente, do jeito que quiser.

TIME HIT: Se fosse para recomendar uma primeira música para quem ainda não conhece a REIRIE, qual seria?

REI: Fico em dúvida entre “BaD=DoLL” e “Contact”. Mas como quero que conheçam os dois lados da REIRIE, o ideal seria ouvir as duas músicas em sequência.

RIE: BaD=DoLL.

TIME HIT: Depois de cada uma seguir seu próprio caminho, que mudanças artísticas aconteceram ao voltarem a atuar como REIRIE?

REI: Justamente por termos trilhado caminhos diferentes uma vez, sinto que nossa expressão passou a ser algo que escolhemos por conta própria. Não é mais sobre atender ao que alguém espera da gente, mas sim conseguir dar forma ao que realmente queremos fazer. Acho que essa é a maior mudança.

RIE: Não é só o que uma pessoa sente ou vive. Como somos duas, nossa capacidade de expressão se amplia, como se fosse em dobro. Somos uma só, mas ao mesmo tempo diferentes e é isso que permite que a gente se complemente. Mas também sinto que precisa ser a REI,  não daria para ser com outra pessoa. E não acho que conseguiríamos alcançar esse nível de força na expressão.

TIME HIT: Se puderem contar sobre hobbies ou alguma habilidade pouco conhecida: como vocês passam os dias de folga?

REI: Nos dias de folga, costumo limpar a casa com frequência! Às vezes também decido sair de repente. Gosto de planejar mais ou menos o meu dia já na noite anterior e seguir esse cronograma. Quanto a uma habilidade especial… acho que não tenho nenhuma!

RIE: Eu assisto filmes como uma louca.

TIME HIT: O Brasil e o Japão têm uma conexão cultural muito especial. Vocês têm recomendações de lugares ou comidas para quem visita o Japão?

REI: Se vier ao Japão, com certeza quero que aproveite a comida! E não só Tóquio, lugares um pouco mais afastados também têm uma atmosfera incrível, então gostaria que experimentassem isso também.

RIE: Quioto e Asakusa! Há muitos prédios históricos e comidas tradicionais japonesas. Acho que dá para aproveitar bastante e é algo bem profundo 🎵

TIME HIT: Se tiverem a oportunidade de ir ao Brasil, o que gostariam de experimentar primeiro?

REI: Gostaria de sentir a música e a atmosfera com o próprio corpo. E como amo comida, quero experimentar bastante da culinária brasileira também. Ah, e adoraria provar um autêntico café brasileiro!

RIE: Quero conhecer os fãs brasileiros 😭💓💞

TIME HIT: Por fim, deixem uma mensagem para os fãs brasileiros.

REI: Mesmo estando tão longe, fico muito feliz por podermos nos conectar através da música. Estou ansiosa pelo dia em que possamos nos encontrar pessoalmente!

RIE: Eu amo vocês.

Videoclipe Oficial de “ BaD=DoLL”(Créditos: Reprodução/REIRIE OFFICIAL/Youtube). 

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