Entrevista, booking, tradução: Guto Togo
Design: Jessica Fernandes
Com uma estética ousada e uma identidade cada vez mais definida, o CrazAngel retorna com a era “Picasso”, um comeback que celebra a liberdade criativa, a imaginação sem limites e a descoberta de novas formas de expressão.
Em entrevista exclusiva, as integrantes DAZE, SOLMI, SHANNIE e AHON refletem sobre o significado desta nova fase, suas experiências durante as promoções e como o grupo vem evoluindo desde a estreia.
Confira a entrevista completa para à HIT! Magazine:
TIME HIT: Se pudessem definir a era “Picasso” em apenas uma palavra para fãs do mundo todo, qual palavra cada membro escolheria?
DAZE: “Liberdade”, eu acho. Sinto que essa promoção de “Picasso” foi um momento em que conseguimos nos expressar de forma mais honesta e ousada, sem ficar presos a moldes ou limitações. Tivemos muitos momentos em que descobrimos uma nova liberdade, tanto como artistas quanto como pessoas.
SHANNIE: “Imaginação” seria como eu descreveria nossa música. Cores alegres e brilhantes são usadas para ilustrar uma atmosfera vibrante e cheia de alegria. Também permite que o público se veja como o artista, imaginando as possibilidades da própria obra.
AHON: “Holic”! (Viciado/obcecado) Acho que é a era do “holic” porque há muitas coisas que fazem você se apaixonar pela letra da música e acaba se apaixonando pela melodia também.
TIME HIT: “Picasso” tem uma imagem confiante e artística. Se cada membro pudesse se expressar como um tipo de arte, o que seria e por quê?
SHANNIE: Como alguém ativo que gosta de se expressar em frente às câmeras, eu me descreveria como parte de uma peça de teatro. Conseguir me expressar por meio de atuação, diálogos e movimentos é o que me faz sentir mais confortável.
AHON: É algo inacabado, mas acho que já é uma bela “arquitetura”! Ainda não sou perfeita, mas continuo sendo bonita como sou, e com o passar do tempo me tornarei uma obra mais sólida e maravilhosa até minha conclusão.
TIME HIT: No final do videoclipe, há uma frase sobre manter viva a nossa criança interior. Na opinião de vocês, qual é a importância de preservar essa criança interior no mundo de hoje?
SHANNIE: Vivemos em uma sociedade moderna acelerada, onde frequentemente nos dizem que devemos corresponder a certas expectativas. Manter viva a nossa criança interior nos lembra dos sonhos que já tivemos, alguns dos quais talvez tenhamos esquecido ao longo do caminho.
AHON: No mundo de hoje, muitas vezes é difícil até mesmo para as crianças preservarem a inocência da infância. Para mim, essa inocência é a força de conseguir fazer algo e ter coragem, mesmo sem um motivo especial.
Quando vivemos apenas de acordo com as “razões” e a lógica do mundo, muitas das coisas que nos fazem sorrir desaparecem, e deixa de ser fácil sentir novidade ou diversão. Não seria bonito viver de forma mais romântica em um mundo que nem sempre torna isso fácil? Espero que pessoas de todo o mundo consigam manter um pouco dessa inocência infantil, para que possam sentir as pequenas alegrias e o conforto que ela traz.
TIME HIT: Durante as filmagens do videoclipe, houve alguma história ou momento que vocês acreditam que vão lembrar para sempre?
SOLMI: Dancei com as pétalas no final do terceiro verso e me senti realmente feliz. Já havia dançado a mesma coreografia centenas de vezes, mas foi naquele momento que senti uma felicidade intensa e quase eufórica enquanto dançava.
AHON: Na gravação da última cena, há uma coreografia em que eu caminho enquanto o pólen voa ao meu redor. Como minha posição é mais atrás, consigo ver bem todas as integrantes, e senti como se estivesse sendo libertada. Quando vejo as integrantes à minha frente, sinto uma enorme segurança. Fiquei tão feliz naquele momento que, mesmo precisando gravar a cena muitas vezes, não foi nada cansativo para mim.
TIME HIT: A palavra “Picasso” faz as pessoas pensarem imediatamente em criatividade e em quebrar regras. Houve algum momento durante esse comeback em que vocês desafiaram a si mesmos artística ou pessoalmente?
SOLMI: Enquanto promovíamos “I’m Just Me”, eu tentava me encaixar dentro de um padrão. Acho que a maior mudança foi que fiz minhas próprias pesquisas para criar a melhor versão de mim mesma (nos vocais, na coreografia, etc.). Quero continuar crescendo através de mais oportunidades no futuro.
DAZE: Acho que esta promoção foi um desafio para sair do formato ao qual estávamos acostumados. Também precisei confiar muito em mim mesma, porque tive que expressar emoções e atitudes mais intensas e confiantes do que antes. Pessoalmente, o maior desafio foi tentar mostrar a individualidade e a cor de cada integrante de forma mais honesta, em vez de apenas me adaptar.
TIME HIT: A música de estreia, “I’m Just Me”, falava sobre individualidade, enquanto “Picasso” parece mais ousada e estilosa. O que mudou mais no CrazAngel entre esses lançamentos?
DAZE: Se “I’m Just Me” foi o começo da nossa apresentação ao público, acho que “Picasso” representa o momento em que aprendemos a nos expressar do nosso próprio jeito. A maior diferença está na nossa mentalidade. Estou mais confiante na identidade da equipe e consigo aproveitar o palco com muito mais liberdade e confiança.
SHANNIE: Nossa música de estreia, “I’m Just Me”, focava em termos certeza de quem somos e do que queremos. Já “Picasso” fala sobre a jornada de estarmos incertas em relação aos nossos sonhos e identidade, e sobre a diversão de perceber que sonhar pode ser amplo e nem sempre precisa ter uma resposta definitiva.
TIME HIT: O nome CrazAngel combina duas energias opostas: “Crazy” (louco) e “Angel” (anjo). Depois das promoções de “Picasso”, como cada integrante representa esses dois lados?
SOLMI: Mais do que como nós descrevemos isso, acho que o próprio nome CrazAngel já nos representa. Ainda temos muitas coisas a melhorar para sermos “anjos”, mas trabalhamos sem parar para alcançar isso e para fazer apresentações onde todos possam se sentir unidos.
SHANNIE: No palco, tento mostrar a energia “Crazy” através de performances intensas e confiança. Fora do palco, procuro mostrar o lado “Angel”, me aproximando sinceramente dos fãs e me comunicando com carinho. Acho que o equilíbrio dessas duas energias é o maior charme do CrazAngel.
TIME HIT: As performances de vocês têm uma energia forte e carismática, mas o grupo também menciona cura e conforto para os fãs. Que tipo de mensagem ou conforto esperam transmitir através do CrazAngel?
SOLMI: Quero ser um abrigo para os W!NGZ. Quando vocês estiverem cansados, felizes ou simplesmente descansando por nossa causa, se isso trouxer conforto, então terei realizado meu sonho.
SHANNIE: Assim como nosso nome combina “Crazy” e “Angel”, esperamos transmitir não apenas uma única mensagem em cada música, mas mostrar diferentes sabores e cores de quem somos a cada lançamento.
AHON: Acho que o CrazAngel é um grupo que existe entre a realidade e os ideais. Quero transmitir felicidade sem que as pessoas precisem escapar completamente da realidade. É difícil encontrar a “felicidade mais próxima”, mas quando você a encontra, ela dura muito tempo. Espero que os W!NGZ, cansados da dura realidade, possam sentir pequenas felicidades através de nós. Claro que isso também inclui felicidade idealizada, mas muitas pessoas não conseguem simplesmente fugir da realidade.
TIME HIT: Ganhar um prêmio de revelação tão cedo na carreira deve ter sido emocionante. Em que momento vocês perceberam que “o CrazAngel está crescendo”?
SHANNIE: Comparando a preparação para “Picasso” com a nossa estreia no ano passado, cantar enquanto dançamos se tornou menos desafiador. Esse crescimento pequeno, mas claro, nos faz perceber que estamos evoluindo aos poucos.
AHON: Quando vimos mais inscritos no nosso fancafe e quando pesquisamos nosso nome nas redes sociais e encontramos mais publicações do que antes.
TIME HIT: Muitos grupos tentam seguir tendências, mas o CrazAngel já possui uma identidade forte. Que tipo de grupo vocês querem que as pessoas imaginem quando ouvirem o nome “CrazAngel”?
SOLMI: Espero que as pessoas se sintam acolhidas e confortáveis, como se estivéssemos entre amigos! Vamos nos esforçar para isso. 🙂
DAZE: Quero que sejamos lembrados como um grupo que expressa sua própria cor sem medo e transmite sentimentos artísticos e sinceros. Quero que as pessoas digam naturalmente: “Isso é tão CrazAngel.”
SHANNIE: Não acho que exista uma imagem específica que queremos impor ao público. Como o próprio nome sugere, podemos ser um pouco “crazy” às vezes, mas também manter nosso lado angelical. Somos uma equipe pronta para explorar diferentes conceitos e possibilidades.
AHON: Espero que as pessoas pensem que somos um ótimo grupo para apresentações ao vivo!
TIME HIT: Para conhecermos vocês melhor, possuem algum hobby ou talento escondido que possam compartilhar?
SHANNIE: Cresci em um ambiente multicultural e consigo falar quatro idiomas. Até hoje, nunca encontrei uma palavra em outro idioma que eu não conseguisse pronunciar, desde que me esforçasse para aprendê-la. Sou muito grata aos meus pais por esse talento para aprender línguas.
AHON: Acho que sou boa em tudo o que envolve trabalhos manuais! Fazer coisas, cozinhar e desenhar às vezes pode ficar um pouco bagunçado, mas geralmente faço tudo de forma bem organizada.
TIME HIT: Se o CrazAngel pudesse realizar um encontro de fãs no Brasil, que conceito ou performance vocês gostariam de preparar para os fãs brasileiros?
SHANNIE: Vejo o Brasil como um país muito livre, que ama música e cultura de festas. Como é um país associado ao verão, imagino uma apresentação ao ar livre, em uma festa com água. Seria muito divertido!
AHON: Espero que possamos preparar um conceito e uma performance muito animados, com clima de festival, para que todos possam aproveitar juntos!
TIME HIT: Quando tiverem a oportunidade de irem ao Brasil, que experiências culturais vocês gostariam de viver?
SOLMI: Quero aprender a dança mais representativa do Brasil, o samba! Vai ser algo novo e divertido, porque eu só vi de longe e nunca dancei antes.
AHON: Sei que gêneros musicais como samba e bossa nova são famosos no Brasil, mas quero ouvi-los pessoalmente, além de conhecer o carnaval e experimentar a comida local!
TIME HIT: Por fim, deixem uma mensagem para todos que apoiam e acompanham o CrazAngel.
DAZE: Muito obrigada a todos que sempre apoiam e amam o CrazAngel. O apoio, as mensagens e cada momento que vocês compartilham conosco nos dão muita força. Continuaremos trabalhando duro para retribuir com músicas melhores, performances incríveis e sinceridade. Continuem acompanhando a jornada do CrazAngel e fiquem conosco por muito tempo. Nós amamos vocês. W!NGZ, eu amo vocês!
SHANNIE: Queridos W!NGZ, estou muito feliz em poder enviar esta mensagem para vocês do outro lado do mundo. O CrazAngel continuará se esforçando para ser um grupo que transmite energia positiva e que se comunica frequentemente com os fãs. Por favor, apoiem muito o nosso novo álbum! Mal posso esperar para encontrar todos vocês em breve. 💙
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