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Equipe Jurídica da ADOR pede renúncia antes de julgamento contra Danielle; empresa pede congelamento de bens de ambas as partes do processo

O cenário jurídico da indústria do K-pop foi abalado nesta quarta-feira (29) com a confirmação de que toda a equipe jurídica da ADOR (subsidiária da HYBE) renunciou ao caso de danos morais e materiais movido contra a ex-membro do grupo NewJeans, Danielle.

Segundo relatos da mídia sul-coreana, os cinco advogados da prestigiosa firma Kim & Chang, que representavam os interesses da ADOR, apresentaram suas renúncias oficiais. O movimento ocorre a menos de um mês após a primeira audiência preparatória, realizada em 26 de março, e a poucas semanas da próxima data estipulada pelo tribunal.

A disputa central gira em torno de uma ação judicial de aproximadamente 43 bilhões de won (cerca de R$ 145 milhões) movida pela ADOR em dezembro passado. A agência acusa Danielle de violação grave de seu contrato exclusivo. Além da artista, um membro de sua família e a ex-CEO da ADOR, Min Hee-jin, também figuram como réus no processo.

Danielle foi expulsa do grupo pela agência sob alegações de quebra de confiança e contrato, após meses de tensões públicas entre a gestão da HYBE e a liderança criativa da ADOR.

A renúncia em massa da equipe da Kim & Chang adiciona combustível às acusações feitas pela defesa de Danielle. Durante a primeira audiência, os advogados da cantora levantaram suspeitas de que a ADOR estaria tentando prolongar o caso deliberadamente.

“Eles solicitaram recentemente o adiamento da audiência preparatória em dois meses, o que faz parecer que a parte autora está tentando arrastar o processo”, afirmou a defesa de Danielle na ocasião. Embora a ADOR tenha negado a intenção de atrasar o julgamento, alegando a complexidade dos problemas em disputa, a saída repentina de seus advogados forçará a nomeação de novos representantes, o que inevitavelmente atrasará o cronograma.

Enquanto a equipe da ADOR desmorona, a representação legal de Danielle permanece inalterada e pronta para seguir com o cronograma estipulado pelo Tribunal do Distrito Central de Seul.

As datas das próximas audiências foram marcadas para 14 de maio e 2 de julho. No entanto, especialistas jurídicos preveem que a HYBE e a ADOR solicitarão novos adiamentos para que a nova equipe jurídica possa se inteirar das milhares de páginas de evidências e depoimentos.

Somando-se à instabilidade gerada pela saída dos advogados, novos detalhes indicam que a ADOR adotou uma postura financeira extremamente agressiva. O tribunal acatou pedidos de apreensão provisória de bens contra os réus, resultando no bloqueio de ativos financeiros da mãe de Danielle e do imóvel residencial pertencente a Min Hee-jin.

A medida faz parte de uma ofensiva financeira agressiva que visa garantir o pagamento de indenizações milionárias do processo que já ultrapassa, o equivalente à R$145 milhões. O Tribunal Distrital Central de Seul acatou o pedido de apreensão provisória como uma forma de “garantia de crédito”, impedindo que os réus realizem a venda ou transferência de propriedades até que o mérito da questão seja definitivamente julgado.

Essa tática é vista por analistas como uma tentativa de asfixia financeira e pressão psicológica, elevando o custo pessoal da batalha para a artista, que desde o final de 2025 se encontra em um limbo profissional sem precedentes.

Até o momento, a HYBE não emitiu um comunicado oficial explicando o motivo da saída da Kim & Chang, o que gera especulações sobre possíveis divergências estratégicas entre a agência e seus defensores.
Fonte: (1), (2), (3).

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