Banner BTS World Tour
HIT!News, Sociedade

YouTuber americano Johnny Somali é condenado a seis meses de prisão por atos cometidos na Coreia do Sul

Nesta quarta-feira, o Tribunal Distrital Ocidental de Seul, na Coreia do Sul, condenou o YouTuber americano Johnny Somali a seis meses de prisão, além de 20 dias de detenção, por uma série de atos considerados perturbadores e ofensivos cometidos no país. O tribunal também determinou que ele fique proibido, por cinco anos, de exercer qualquer atividade profissional envolvendo crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.

Durante todo o processo, Somali respondeu em liberdade, mas foi detido imediatamente após a sentença, diante de preocupações de que pudesse fugir.

O homem de 24 anos, cujo nome legal é Ramsey Khalid Ismael, foi condenado por acusações que incluem obstrução de negócios e distribuição de conteúdo sexual falso em vídeo. Seu comportamento provocativo e considerado degradante gerou ampla indignação pública.

Em fevereiro, os promotores haviam solicitado uma pena de três anos de prisão, além de uma multa de 150.000 won (aproximadamente 500 mil reais). Entre os incidentes que motivaram a acusação, está o episódio ocorrido em outubro de 2024, no distrito de Mapo, em Seul, quando Somali perturbou o funcionamento de uma loja de conveniência ao tocar música alta e derramar caldo de macarrão instantâneo no local. No mesmo período, ele também abordou pedestres com um saco contendo peixe em decomposição e causou transtornos em ônibus e trens do metrô ao reproduzir música em alto volume enquanto dançava.

Durante o andamento do processo, novas acusações foram adicionadas, incluindo a transmissão ao vivo de uma confusão no Lotte World, parque de diversões localizado no distrito de Songpa, em Seul, que acabou impedindo visitantes de embarcar nas atrações. Ele também foi acusado de distribuir vídeos obscenos produzidos com tecnologia deepfake ao longo de 2024. Ainda naquele ano, provocou forte reação pública ao beijar a Estátua da Paz, memorial dedicado às vítimas da escravidão sexual durante o período da ocupação japonesa.

Em março de 2025, Somali chegou com uma hora de atraso à sua primeira audiência e teve a entrada negada no tribunal por utilizar um boné vermelho com a frase “Make America Great Again”, associada a apoiadores do presidente americano Donald Trump. Na ocasião, fez declarações provocativas, afirmando: “Sou cidadão americano. E a Coreia é um estado vassalo dos Estados Unidos.

Já em julho do mesmo ano, durante uma transmissão ao vivo, exibiu a bandeira japonesa do sol nascente e chegou a sugerir que o Japão voltasse a ocupar a Coreia, em referência ao período colonial entre 1910 e 1945. Ele também declarou que Dokdo — conjunto de ilhas sob controle da Coreia do Sul, mas reivindicado pelo Japão — pertenceria a Tóquio.

Fonte: (1)

Sobre o autor

Técnica em Multimídia formada pelo SENAC. Escritora de romances, apaixonada por K-Pop, K-Culture, música, séries e filmes. A vida é capaz de nos inspirar diariamente!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *