Três militares sul-coreanos ficaram feridos, sendo dois deles em estado grave, após explosões na Zona Desmilitarizada (DMZ), a fronteira que separa as duas Coreias.
O incidente aconteceu na última segunda-feira (21), durante uma operação de inspeção do Comando das Nações Unidas (UNC) sobre a suspeita de que a Coreia do Norte tenha enterrado minas ao sul da Linha de Demarcação Militar (MDL).
Um oficial da Presidência da Coreia do Sul prometeu hoje (25), uma apuração “objetiva, rápida e minuciosa” para determinar as responsabilidades.
As explosões ocorreram ao sul da MDL, área sob responsabilidade da 25ª Divisão do Exército sul-coreano, na região de Paju, província de Gyeonggi.
Ao todo, 18 militares participavam da missão, incluindo 15 oficiais e suboficiais e três recrutas, além de engenheiros de combate. A equipe abria uma rota completamente nova em meio a vegetação de altura na cintura, utilizando detectores de minas.
O comandante do batalhão sofreu amputação do tornozelo, enquanto um suboficial fraturou a perna. Os dois feridos graves foram submetidos a cirurgia e estão em recuperação, sem risco de morte. Um terceiro militar sofreu ferimentos leves. Os dois militares gravemente feridos usavam roupas de proteção e equipamentos de desminagem no momento do incidente.
Fragmentos de minas recolhidos no local estão sendo submetidos a análise forense pelo Instituto Nacional de Ciência Forense da Coreia do Sul para determinar se são de fabricação sul-coreana ou norte-coreana.
A investigação está sendo conduzida em coordenação com o Comando das Nações Unidas. O JCS informou que mantém “todas as possibilidades abertas”, incluindo a hipótese de que as minas tenham sido enterradas por tropas norte-coreanas, ou que tenham sido deslocadas por chuvas torrenciais recentes.
Segundo dados militares citados pela agência Yonhap, estima-se que cerca de 800 mil minas estejam enterradas na região da DMZ, muitas do períoda da Guerra da Coreia (1950-1953), embora algumas tenham origem recente.
A Coreia do Norte tem reforçado sua fronteira desde abril de 2024, após o líder Kim Jong-un declarar que as relações intercoreanas são entre “dois Estados hostis”. As obras incluem o reforço de cercas de arame farpado, o plantio de minas terrestres e a construção de barreiras antitanque ao longo da MDL.
Foto: YONHAP

