Booking, Entrevista e Tradução: Vicky Barros
Design: Jéssica Fernandes
Depois de incendiar os palcos ano passado na Next Bulletproof, Marco e Arte desembarcaram novamente em solo brasileiro para uma passagem épica na Next Bulletproof 2.0, por onde passaram por várias cidades do Brasil. Quem esteve presente, assim como na edição do ano passado, sabe que o duo não entrega apenas um set convencional, mas uma verdadeira experiência performática, surpreendente e imprevisível.
Movidos pelo desejo de ser um projeto essencialmente experimental, o duo PLZ1MORETEQUILA constrói sua sonoridade no equilíbrio perfeito entre as diferenças de seus integrantes: onde a base sólida de um completa a ousadia do outro. Em um papo exclusivo com a HIT! Magazine, a dupla abriu o jogo sobre bastidores, rituais no palco e o sentimento de retornar ao Brasil como quem volta para a própria casa.
TIME HIT!: Qual foi a ideia inicial por trás da criação do PLZ1MORETEQUILA? Existe alguma história ou significado por trás do nome “PLZ1MORETEQUILA”?
Arte e Marco: Nós dois gostamos de tequila, então acabamos criando esse nome a partir disso.
TIME HIT!: Vocês tiveram alguma inspiração específica musical, cultural ou pessoal quando imaginaram o projeto pela primeira vez?
Arte e Marco: Não houve nenhuma inspiração especial. Tudo começou simplesmente com a ideia de nos divertirmos juntos.
TIME HIT!: Existe algum ritual ou processo criativo que vocês sempre seguem quando produzem algo novo juntos?
Arte e Marco:Na verdade, nós nos esforçamos para não criar uma rotina. Quando você segue sempre a mesma rotina, acaba fazendo tudo do mesmo jeito.
TIME HIT!: Vocês diriam que se complementam mais ou desafiam mais um ao outro durante o processo criativo?
Arte e Marco: Achamos que nos complementamos completamente. O que o Marco não consegue fazer, o Arte consegue, e o que o Arte não consegue fazer, o Marco consegue.
TIME HIT!: Vocês já tiveram algum desacordo criativo? Como resolveram isso?
Arte e Marco: Quando nossas opiniões entram em conflito, cada um explica por que acredita que sua ideia é a melhor e tenta convencer o outro com seus argumentos.
TIME HIT!: O que cada um aprendeu com o outro ao longo desses anos trabalhando juntos?
Arte e Marco: Na verdade, não acho que tenhamos aprendido algo um com o outro. Acredito que chegamos até aqui preenchendo as lacunas um do outro.
Eu considero o mais importante construir uma base sólida e fortalecer os fundamentos.
Já eu estou sempre tentando sair do padrão. Penso em caminhos diferentes dos demais e questiono constantemente aquilo que as pessoas consideram óbvio, buscando novas formas de avançar.
Por isso, em vez de tentarmos mudar um ao outro, completamos aquilo que falta em cada um de nós. Foi assim que construímos o PLZ1MORETEQUILA de hoje.
TIME HIT!: Esta não é a primeira vez de vocês no Brasil. Como a percepção de vocês sobre o país mudou desde a primeira visita até agora?
Arte e Marco: Na primeira vez, ficamos impressionados com a energia dos fãs. Agora, enxergamos a sinceridade que existe por trás dessa energia. Os fãs brasileiros não apenas assistem aos shows, eles sentem que fazem parte deles. Por isso, sempre que voltamos ao Brasil, é como retornar a um lugar familiar.
TIME HIT!: Houve algum momento durante os shows aqui em que vocês pensaram: “Isso é completamente diferente de qualquer outro lugar”?
Arte e Marco: Mais do que durante os shows, foi algo que percebi passando mais tempo no Brasil.
Eu acredito que música e dança nunca podem ser separadas. Se os ouvidos são a forma de receber a música, então o corpo é a forma de expressá-la.
Os brasileiros reagem naturalmente quando a música começa. Parece que eles não apenas escutam música, mas a expressam com o corpo enquanto vivem. Achei isso realmente incrível.
TIME HIT!: Existe algo que vocês ainda não fizeram e que está no topo da lista de sonhos?
Arte e Marco: Não queremos limitar a PLZ1MORETEQUILA apenas ao título de DJs. Somos uma equipe, mas também queremos ser um projeto que funcione como um adjetivo algo experimental e desafiador, que continue criando coisas novas.
Se eu revelar nossa lista de sonhos agora, acho que isso acabaria tornando tudo menos experimental. Preferimos que vocês acompanhem, passo a passo, tudo o que ainda vamos mostrar no futuro.
TIME HIT!: Se vocês pudessem abrir o Spotify do futuro e encontrar uma colaboração com qualquer artista, quem seria?
Arte e Marco: Neste momento, não estamos em posição de escolher muito. Sinceramente, seria ótimo colaborar com artistas que têm muitos ouvintes no Spotify para que o PLZ1MORETEQUILA também alcance mais pessoas e ganhe ainda mais destaque.
Mas, um dia, queremos que aconteça o contrário: queremos descobrir primeiro artistas que ainda não tiveram reconhecimento e ajudá-los a crescer junto conosco. Esse é o futuro que imaginamos.
TIME HIT!: Onde cada um vê o outro daqui a cinco anos?
Marco: Acho que o Arte vai se tornar ainda mais determinado com o passar do tempo — e digo isso no bom sentido. Em vez de seguir tendências, ele continuará fiel aos próprios princípios até o fim.
Arte: Acho que o Marco vai se tornar uma pessoa ainda mais imprevisível. Alguém que nunca faz o esperado e que sempre aparece com algo novo. Mesmo daqui a cinco anos, será o tipo de pessoa que faz todo mundo pensar: “O que será que ele vai inventar desta vez?”
TIME HIT!: Qual é o ritual de vocês antes de subir ao palco?
Arte e Marco: Para nós, a alegria do público é mais importante do que simplesmente mostrar a nossa música. Por isso, preparamos algo especial para cada apresentação: um momento inesperado para surpreender as pessoas.
Antes de subir ao palco, sempre confirmamos isso entre nós e prometemos fazer acontecer.
TIME HIT!: Se cada um tivesse que descrever o outro com apenas uma palavra, qual seria?
Arte: Profundo.
Marco: Amplo.
TIME HIT!: Qual foi a música mais estranha ou inusitada que vocês já tocaram em um set?
Arte e Marco: Uma vez fizemos um DJ set de cerca de duas horas. Um show de duas horas já é longo, e um DJ set também pode cansar o público, não importa o quanto você se prepare.
Então simplesmente saí da cabine, corri para a frente do palco e comecei a cantar. Achei que, naquele momento, era mais importante que o público se divertisse do que seguir o formato tradicional de um DJ set.
TIME HIT!: Vocês poderiam deixar uma mensagem especial para o público brasileiro?
Arte e Marco: O Brasil tem uma paixão enorme pela música, e a energia nos shows é realmente intensa.
Mas ainda mais intensa do que isso é a paixão dos fãs brasileiros. O carinho com que nos recebem, não apenas como artistas, mas como se fôssemos parte da família, é algo muito especial.
Por isso, o Brasil também ocupa um lugar especial em nossos corações. Voltaremos com músicas ainda melhores e apresentações ainda mais incríveis. 🇧🇷❤️
