A ex-CEO da Ador, Min Hee-jin, negou nesta quarta-feira (28) as acusações de que teria tentado aliciar ou interferir indevidamente nos contratos das integrantes do NewJeans. Em coletiva de imprensa realizada em Seul, seu representante legal afirmou que as denúncias fazem parte de um esquema articulado por um familiar de uma das integrantes do grupo, em conjunto com um empresário externo.
Min Hee-jin não compareceu ao evento. Ela foi representada pelo advogado Kim Sun-woong, do escritório Ji-Am, que disse que a coletiva tinha como objetivo esclarecer o que chamou de “verdade e essência” das acusações de tampering — termo usado na indústria musical para descrever tentativas de induzir artistas sob contrato exclusivo a romperem seus vínculos com uma empresa, geralmente por meio de promessas de benefícios futuros.
Segundo o advogado, as alegações surgidas no fim de 2024 e início de 2025 não teriam qualquer ligação com Min. “Os relatos divulgados como ‘tampering do NewJeans’ não envolvem Min Hee-jin. Trata-se, na verdade, de uma encenação protagonizada por um familiar de uma das integrantes e um empresário específico, com possível objetivo de manipulação ou inflação artificial de ações”, afirmou.
A HYBE, empresa-mãe da Ador, sustenta que Min tentou separar o NewJeans da gravadora. Em dezembro, o conglomerado entrou com uma ação judicial pedindo indenização de 10 bilhões de wons (cerca de US$ 7 milhões), alegando que Min teve “responsabilidade significativa” pela interrupção das atividades do grupo e pelo atraso em seu retorno.
A defesa classificou essas acusações como infundadas. De acordo com Kim Sun-woong, Min priorizou o retorno do NewJeans às atividades e chegou a tentar um acordo com a HYBE, abrindo mão de direitos previstos em contratos societários, com o objetivo de viabilizar a retomada da agenda do grupo.
O advogado também alegou que, durante esse processo, um tio de uma das integrantes (descrito como alguém com vínculos pessoais com a alta gestão da HYBE) teria se aproveitado da situação, arquitetando um suposto cenário de tampering com o envolvimento de agentes ligados ao mercado financeiro.
“As acusações que ficaram conhecidas como a controvérsia do ‘tampering do NewJeans’ têm essa origem”, afirmou.
As suspeitas contra Min Hee-jin vieram a público em abril de 2024, quando a HYBE iniciou uma auditoria interna, acusando-a de tentar assumir o controle da gestão da Ador. Quatro meses depois, Min foi oficialmente destituída do cargo de CEO.
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