A Coreia do Sul registrou uma nova onda de protestos no sábado, 15 de fevereiro, com manifestações simultâneas a favor e contra o impeachment do presidente Yoon Suk-yeol. Em Seul e Gwangju, milhares de pessoas se reuniram para expressar suas posições diante da iminente decisão do Tribunal Constitucional sobre a remoção definitiva do presidente.
Na capital sul-coreana, um dos principais atos contrários ao impeachment foi liderado pelo pastor conservador Jeon Kwang-hoon, na região de Gwanghwamun. Com o apoio do partido de extrema-direita Liberty Unification Party, a manifestação reuniu cerca de 35 mil pessoas, segundo estimativas da polícia. No evento, Jeon fez um discurso inflamado defendendo que o direito de resistência do povo estaria acima da Constituição e pediu a dissolução da Comissão Eleitoral Nacional.
Outro ato pró-Yoon ocorreu no distrito de Yeouido, em Seul, organizado pelo grupo cristão conservador “Save Korea”. A polícia estimou que cerca de 2 mil pessoas participaram do protesto, que também criticou a condução do processo de impeachment.
Por outro lado, o movimento a favor da destituição definitiva de Yoon Suk-yeol reuniu aproximadamente 15 mil manifestantes em Seul, a poucos metros do ato pró-governo. O protesto começou em Gwanghwamun e seguiu em marcha até Myeong-dong, onde os participantes entoaram palavras de ordem pedindo a saída definitiva do presidente. Durante o ato, alguns manifestantes criticaram o pastor Jeon, acusando-o de promover teorias conspiratórias e comprometer a credibilidade das igrejas coreanas.
Em Gwangju, cidade historicamente ligada à luta pela democracia na Coreia do Sul, manifestações a favor e contra o impeachment também ocorreram no sábado. O grupo cristão Save Korea realizou um comício na avenida Geumnam-ro, no centro da cidade, onde participantes exibiam bandeiras da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, além de cartazes pedindo a libertação de Yoon e investigações sobre supostas fraudes eleitorais. No mesmo local, um grupo de cerca de 10 mil pessoas se reuniu para exigir a remoção definitiva do presidente, entoando slogans contra a extrema-direita.
Além dos atos organizados por grupos religiosos e partidos conservadores, membros do Partido do Poder Popular (PPP), legenda de Yoon, também protestaram contra o impeachment. Cerca de 10 mil pessoas marcharam do Tribunal Distrital Ocidental de Seul até o Tribunal Constitucional, questionando a legalidade da destituição do presidente e levantando dúvidas sobre a integridade das eleições no país.
Os protestos refletem a crescente tensão política na Coreia do Sul conforme se aproxima a decisão final do Tribunal Constitucional sobre o impeachment de Yoon Suk-yeol. A disputa entre os dois lados continua acirrada, com novas manifestações sendo planejadas para os próximos dias.
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