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Jeju entra em alerta: desaparecimentos, mortes e falhas policiais chocam a Coreia do Sul

A ilha de Jeju, conhecida pelas paisagens paradisíacas e um dos destinos turísticos mais visitados da Coreia do Sul, vive dias de tensão após uma sequência de casos envolvendo desaparecimentos, mortes e graves falhas na atuação policial. Nos últimos dias, dois desaparecidos foram encontrados mortos, enquanto uma mulher de 50 anos foi assassinada pelo ex-marido, um ex-policial que teria desrespeitado uma ordem judicial que o proibia de se aproximar dela.

Um dos casos que mais chamou atenção é o de Jang Mi-ran, de 37 anos, desaparecida desde maio. A ocorrência foi registrada pela polícia em 15 de maio, mas o agente responsável pelo caso teria encerrado a investigação poucas horas depois, alegando falsamente que havia conseguido entrar em contato com a mulher e que ela não queria revelar seu paradeiro. O registro também teria sido apagado do sistema de gerenciamento de pessoas desaparecidas.

Após 104 dias de buscas, um corpo foi encontrado em uma área próxima a Hallim, em Jeju, no dia 24 de agosto. A polícia apontou fortes indícios de que se tratava de Jang Mi-ran. A identificação e as circunstâncias da morte passaram a ser investigadas pelas autoridades.

Outro caso semelhante envolve um homem de aproximadamente 60 anos, identificado pela imprensa coreana apenas como B. Ele havia sido dado como desaparecido em 2 de julho e, segundo a investigação, seu caso também teria sido encerrado de forma irregular pelo mesmo policial. O corpo do homem foi encontrado durante as buscas, em 22 de agosto.

O agente, identificado como A, foi preso nesta terça-feira (25), após o Tribunal Distrital de Jeju emitir um mandado de prisão. Ele é investigado por omissão de dever, falsificação e uso de registros públicos e obstrução do exercício de funções públicas.

De acordo com a investigação, o policial teria encerrado pelo menos dois casos de desaparecimento de maneira semelhante. No caso de Jang Mi-ran, ele teria informado à pessoa responsável pela denúncia que havia conseguido falar com a mulher e que ela não queria que seu paradeiro fosse revelado, informação que, segundo as autoridades, era falsa.

A dimensão do caso aumentou ainda mais quando veio à tona que o agente havia sido responsável por 298 ocorrências de desaparecimento. Agora, a polícia revisa esses casos para verificar se outras investigações também foram encerradas de maneira irregular.

Enquanto a investigação sobre as falhas policiais avança, outro crime ocorrido na ilha também chama atenção.

No dia 23 de agosto, uma mulher de 50 anos foi encontrada morta dentro de sua residência em Namwon-eup, na cidade de Seogwipo. O principal suspeito é seu ex-marido, também ex-policial, de 50 anos. Segundo a imprensa local, ele teria viajado de avião para Jeju no dia 22, ido até a casa da vítima e cometido o crime no dia seguinte. Depois, teria deixado a ilha.

O caso se torna ainda mais grave diante do histórico de violência doméstica. A vítima já contava com medidas de proteção e havia uma ordem judicial proibindo o suspeito de se aproximar dela. Mesmo assim, ele teria ido até sua residência e cometido o homicídio.

A investigação também foi marcada por uma demora que passou a ser questionada pelas autoridades. A polícia levou cerca de 30 horas para tratar oficialmente o caso como um possível homicídio, já que, inicialmente, a ocorrência estava relacionada ao desaparecimento do próprio suspeito, que havia deixado uma mensagem indicando uma possível tentativa de suicídio.

Apesar da sequência de acontecimentos e das especulações que começaram a circular nas redes sociais, não há, até o momento, confirmação de que os casos estejam relacionados ou de que Jeju esteja sendo alvo de um serial killer. As investigações tratam os episódios separadamente, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer as circunstâncias das mortes e dimensionar os impactos das falhas cometidas durante o atendimento aos casos de desaparecimento.

Fonte: (1), (2), (3), (4)

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Técnica em Multimídia formada pelo SENAC. Escritora de romances, apaixonada por K-Pop, K-Culture, música, séries e filmes. A vida é capaz de nos inspirar diariamente!

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