Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the instagram-feed domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/u968129764/domains/hitmagazine.com.br/public_html/wp-includes/functions.php on line 6170

Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the blossom-fashion domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/u968129764/domains/hitmagazine.com.br/public_html/wp-includes/functions.php on line 6170
HIT!Politics: Música a qualquer custo e idade? – HIT!Magazine
Banner BTS World Tour
HIT!Politics, K-pop

HIT!Politics: Música a qualquer custo e idade?

HIT!Politics: Música a qualquer custo e idade?

Texto: Cida Silva
Design: Cintia PM

Com a profissão de idol sendo cada vez mais popular, dentro e fora da Coreia do Sul, é comum que este seja o sonho de muitas crianças e adolescentes. Quando o mundo reconhece o poder cultural e monetário do K-pop, fica difícil não ser este também um ponto de atenção para a população sul-coreana. Seja nas agências de entretenimento ou nas academias de dança, a presença massiva de crianças no quadro de trainee é muito normal, mas não deixa de ser preocupante. 

Como esperar que crianças de 12, 13 ou 14 anos tenham a preparação física e emocional para lidar com tudo que a vida artística exige? Pressão estética, agendas abarrotadas de atividades nacionais e internacionais, além da obrigação de corresponder todas as expectativas do público, da mídia e do mercado. Essas são algumas demandas com as quais um idol precisa lidar todos os dias.

Segundo dados compartilhados pelo Ministério da Educação e o Serviço Nacional de Seguro Saúde ao deputado Kim Woni, os casos de crianças entre 6 e 11 anos tratadas contra depressão aumentaram 91,5% em 2022. A fase que deveria ser lúdica e desprovida de pressão não escapou dos padrões de sucesso estipulados pelo mercado. Como mediar esse contato prematuro entre crianças e o universo do entretenimento?

Nomes como Chuu (ex-Loona) e Lee Seung Gi (cantor e ator) atuam até hoje na luta por mais transparência, fiscalização e um sistema de maior proteção para os artistas, principalmente jovens ou recém iniciados na indústria. Ambos foram vítimas de políticas empresariais que lesaram seus direitos enquanto pessoa e artista. A história deles gerou algumas mudanças importantes na esfera social e jurídica do K-pop.

Em abril de 2023, o Comitê de Cultura, Esportes e Turismo da Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou a “Lei de Desenvolvimento da Indústria Popular da Cultura e das Artes”. A emenda ficou conhecida como “A Second ‘Lee Seung Gi Crisis’ Prevention Act”, com diretrizes que estipulam conduta de transparência financeira e controle da carga horária de trabalho dos artistas que ainda não alcançaram a maioridade. 

Diante da nova emenda, as agências precisam compartilhar relatórios financeiros junto ao Comitê de Cultura, Esporte e Turismo, no mínimo uma vez ao ano. Contudo, foram os termos sobre limites de horário que provocaram um misto de descontentamento e protesto por parte de algumas Associações de Entretenimento da Coreia do Sul. 

Nos casos em que o idol tem menos de 12 anos, a carga horária semanal não pode ultrapassar o limite de 25 horas. Para artistas entre 12 e 15 anos de idade, esse limite passa a ser de 30 horas semanais com o máximo de 7 horas por dia. Nas alegações das Associações, a Lei coloca em risco o desempenho dos artistas e limita o crescimento do K-pop. 

É válido lembrar que na lei sul-coreana a maioridade é a partir dos 20 anos. No âmbito jurídico, pessoas com menos de 18 anos ainda são consideradas crianças. Outro tópico necessário é a obrigatoriedade da agência fornecer acompanhamento psicológico para o idol antes, durante e depois da sua estreia. A emenda ainda enfrenta críticas por parte da indústria, mas permanece sendo respeitada, mesmo com uma fiscalização frágil.

A performance que acontece no palco também depende do que acontece fora dele. Os bastidores do K-pop coexistem com os do mercado e nessa relação a voz do lucro é muito alta, mas não pode silenciar o eco das necessidades e dos direitos de cada idol. Porque não queremos música a qualquer custo. Antes dos números, dos shows ou do entretenimento, a prioridade precisa ser a integridade física e emocional dos artistas.

Fonte: (1), (2), (3), (4), (5)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *