A justiça sul-coreana condenou à prisão o homem responsável por criar e distribuir conteúdos deepfake envolvendo integrantes do grupo aespa. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18) pela SM Entertainment, agência responsável pelo grupo.
Segundo o comunicado, o indivíduo identificado como “A” recebeu uma sentença de dois anos e seis meses de prisão após ser considerado culpado por produzir e vender vídeos manipulados digitalmente de Karina e Winter com o objetivo de obter lucro financeiro.
A decisão foi feita pela 1ª Vara Criminal do Tribunal Superior de Daegu, que também determinou que o condenado participe de um programa de tratamento para violência sexual com duração de 80 horas. Além disso, ele está proibido de trabalhar por sete anos em instituições relacionadas a crianças e adolescentes.
Em seu pronunciamento, a SM Entertainment reforçou que continuará monitorando e reunindo evidências contra pessoas que disseminem boatos maliciosos, informações falsas, conteúdos de assédio sexual, insultos ou materiais manipulados envolvendo as integrantes do aespa.
Segue abaixo o comunicado oficial completo da SM Entertainment:
Olá, aqui é a SM Entertainment.
Gostaríamos de informar que o réu foi considerado culpado no caso envolvendo a criação e venda de vídeos deepfake de nossas artistas Karina e Winter para fins lucrativos. O tribunal condenou o réu a dois anos e seis meses de prisão, ordenou a conclusão de 80 horas de um programa de tratamento para vítimas de violência sexual e impôs uma restrição de sete anos de emprego em instituições relacionadas a crianças e adolescentes.
Acompanhamos de perto os relatos de fãs, bem como das principais plataformas nacionais e internacionais, incluindo Theqoo, Instiz, X (antigo Twitter), DC Inside, Nate Pann, MLB Park, Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, Ilbe, BobaeDream, FM Korea, Naver e Daum. Como mencionado em nossa atualização trimestral anterior, as investigações sobre casos relacionados a deepfakes, incluindo este, continuam a apresentar resultados significativos.
Também estamos constantemente apresentando queixas às autoridades investigativas contra indivíduos que publicam conteúdo ou comentários maliciosos sobre nossos artistas por violações de leis, incluindo a Lei sobre Casos Especiais Relativos à Punição de Crimes Sexuais, a Lei de Redes de Informação e Comunicação e a Lei-Quadro de Telecomunicações.
Já reunimos uma quantidade significativa de provas e estamos trabalhando com plataformas e instituições relevantes para identificar usuários anônimos. Responderemos com firmeza à disseminação de boatos maliciosos e informações falsas, assédio sexual, zombaria e à criação e distribuição de conteúdo manipulado, sem qualquer clemência ou acordo.
Continuaremos a envidar todos os esforços para proteger os direitos e interesses dos nossos artistas.
Obrigado.
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