O Ministério Público de Seul confirmou, nesta terça-feira (3), o indiciamento de uma mulher brasileira de 30 anos acusada de perseguir (stalking) e invadir a residência de Jung Kook , solista e integrante do BTS.
As investigações apontam que “A” visitou a residência do artista em 23 ocasiões distintas, entre 7 de dezembro do ano passado e 4 de janeiro deste ano. Ela supostamente tocou a campainha centenas de vezes, esperou nas proximidades, deixou cartas e outros objetos no local e ainda tentou entrar na residência.
O caso mais grave ocorreu no dia 13 de dezembro, quando “A” teria invadido a residência do idol. De acordo com as investigações, ela aproveitou a abertura de uma porta lateral por um entregador de comida para entrar no edifício .
A polícia do distrito de Yongsan a prendeu em flagrante na ocasião, mas ela foi liberada no dia seguinte após prestar depoimento. Na época, a suspeita teria dito que “só queria tornar sua existência conhecida, sem intenção de causar danos” .
Depois desse caso, ainda em dezembro, a polícia da delegacia de Yongsan aplicou “medidas emergenciais” contra a brasileira, incluindo a proibição de aproximação e contato com a vítima. No entanto, no início de janeiro ela violou a medida o que gerou sua prisão em flagrante, mas depois de prestar depoimento, ela foi liberada no dia seguinte.
Apesar da liberação, “A” continuou a violar a medida algumas vezes.
Durante as investigações do Ministério Público, a brasileira admitiu os fatos, mas negou a intenção criminosa. Segundo a promotoria, “A” declarou que “agiu por amor a Jung Kook” e que não tinha intenção de causar dano ao artista.
Diante do descumprimento e do risco de reincidência, a polícia solicitou um mandado de prisão em 28 de janeiro. A mulher foi presa em 10 de fevereiro e está detida desde 13 de fevereiro, aguardando o julgamento.
A promotoria, no entanto, entendeu que as ações configuravam stalking e invasão de domicílio. “A conduta constituiu perseguição repetida e contínua”, afirmaram os promotores ao justificarem o indiciamento sob custódia .
Embora a polícia tenha sugerido a acusação de tentativa de invasão com base em imagens de câmeras (CCTV), que mostravam “A” tentando forçar fechaduras e quebrar o teclado eletrônico da porta em sete ocasiões, a promotoria decidiu arquivar essa acusação específica. De acordo com os promotores, a revisão das imagens não apresentou provas suficientes para sustentar a tentativa de invasão (mas a invasão continua como indiciamento).
Ela responde por violação da Lei de Punição de Stalking, invasão de domicílio e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
O julgamento de “A” deverá ocorrer nas próximas semanas no Tribunal Distrital de Seul.
Esta não é a primeira vez que Jung Kook tem sua privacidade invadida por fãs estrangeiros. Em junho de 2024, uma mulher chinesa foi presa por tentativa de invasão na mesma residência .
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