A Promotoria de Seul arquivou definitivamente todas as denúncias apresentadas por Min Hee-jin, ex-CEO da ADOR, contra executivos da HYBE, sem indiciamentos. O caso foi encerrado em 27 de maio, mas a informação só foi confirmada à imprensa nesta quinta-feira (11).
A disputa começou em 2024, quando a HYBE afirmou que Min Hee-jin consultava uma xamã sobre decisões estratégicas da ADOR e alegou que ela planejava romper o contrato do NewJeans e levar o grupo para fora da gravadora.
Min negou as acusações e entrou com ações por difamação e obstrução de negócios. A promotoria, porém, concluiu que as alegações da HYBE não eram falsas.
Segundo a investigação, conversas do KakaoTalk mostraram que Min discutia assuntos administrativos da ADOR com a xamã e que embora os promotores reconhecem que a expressão “gestão xamânica” pode ter sido exagerada, não era falsa.
A decisão também menciona uma sentença de outubro de 2025 que reconheceu a validade do contrato do NewJeans e apontou que Min Hee-jin teria elaborado estratégias jurídicas e de opinião pública junto ao grupo para buscar independência da HYBE. Além disso, a promotoria rejeitou a denúncia de Min contra a BELIFT Lab sobre um vídeo que respondia às acusações de plágio envolvendo o ILLIT.
Os investigadores destacaram que a Justiça já havia decidido, em outubro de 2025, que apesar de algumas semelhanças entre os dois grupos, não havia base suficiente para afirmar que o ILLIT copiou o NewJeans. Com isso as declarações da BELIFT Lab foram consideradas uma opinião e uma resposta legítima às acusações recebidas, e não um caso de difamação.
Min também acusou a HYBE de acessar ilegalmente sua conta corporativa de e-mail e mensagens do KakaoTalk do ex-vice-CEO Lee Sang-woo, mas a investigação concluiu que a empresa agiu dentro dos limites legais de sua auditoria. Segundo os promotores, tanto Min quanto Lee haviam assinado documentos autorizando a coleta e o uso de determinados dados relacionados às atividades corporativas ao ingressarem na ADOR.
A polícia já havia decidido, em 2025, não indiciar nenhum dos executivos da HYBE e da BELIFT Lab, mas Min Hee-jin apresentou recurso e por essa razão a promotoria determinou a realização de investigações complementares, que foram conduzidas novamente pela polícia. Após reexaminar as provas, o Ministério Público manteve a conclusão original e arquivou todas as queixas sem indiciamentos.
A equipe de Min Hee-jin não comentou a decisão e a HYBE disse que respeita a conclusão da promotoria e seguirá focada em suas atividades artísticas e de gestão.

