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Unesp cria primeira graduação em língua e cultura chinesas do Brasil

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovou a criação do primeiro curso de graduação em língua e cultura chinesas do Brasil. A nova formação terá início em agosto de 2026, no campus de Assis (SP), com oferta de 40 vagas no período noturno, incluídas no Vestibular Unesp Meio de Ano. O modelo também será pioneiro na América Latina ao permitir que parte da graduação seja cursada na China, com direito a duplo diploma.

Segundo a universidade, os dois primeiros anos do curso terão foco intensivo no ensino do idioma chinês. Ao final desse período, entre 15 e 20 estudantes poderão continuar os estudos na Universidade de Hubei, na China, conforme critérios de seleção que incluem proficiência linguística e desempenho acadêmico.

Dependendo da trajetória escolhida, os alunos poderão direcionar a formação para áreas como tradução ou relações comerciais internacionais. A proposta dialoga com a forte parceria econômica entre Brasil e China e busca atender à crescente demanda por profissionais com alta competência linguística e intercultural.

O projeto conta com investimento financeiro da instituição chinesa e integra a estratégia de internacionalização da Unesp. A universidade foi a primeira instituição pública brasileira a instalar uma unidade do Instituto Confúcio, em outubro de 2008, fortalecendo sua cooperação acadêmica com o país asiático.

Para o professor Luis Antonio Paulino, diretor do Instituto Confúcio na Unesp, a criação do curso consolida quase duas décadas de parceria com a Universidade de Hubei, que completa 18 anos de colaboração com a instituição em 2026. “A iniciativa representa uma contribuição importante para o Brasil em um contexto geopolítico global que exige diversificação de parcerias e fortalecimento das relações no chamado Sul Global”, afirma.

A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2025, o intercâmbio entre os dois países movimentou cerca de US$ 171 bilhões (aproximadamente R$ 900 bilhões), reforçando a relevância estratégica da nova graduação.

Fonte: (1)

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