Gunil, integrante da banda Xdinary Heroes, participou recentemente de um programa de debate voltado a questões sociais e políticas e chamou atenção ao se posicionar contra a proposta de designar bairros com alta concentração de estrangeiros na Coreia do Sul como “zonas especiais de segurança pública”.
Durante a discussão, o músico foi questionado sobre a medida, defendida por alguns como uma forma de prevenção ao crime. Em resposta, Gunil apresentou uma argumentação baseada tanto em dados sociais quanto em experiências pessoais, ressaltando os riscos de associar a criminalidade à nacionalidade.
Ao compartilhar sua vivência como imigrante, o idol relembrou o período em que viveu nos Estados Unidos por cerca de dez anos, ainda durante a adolescência. Segundo ele, caso o governo norte-americano tivesse rotulado coreanos como potenciais criminosos, a experiência teria sido profundamente negativa e marcada por preconceito.
O artista também destacou o impacto que esse tipo de política pode ter sobre crianças e jovens de segunda e terceira geração. Para Gunil, a rotulagem institucional tende a reforçar o estigma social, criando um ambiente onde estudantes podem ser alvo de discriminação por parte de colegas, simplesmente por sua origem.
Ao final da fala, o integrante do Xdinary Heroes enfatizou que a criminalidade está relacionada a fatores estruturais, e não étnicos. “Nosso objetivo final é uma sociedade onde possamos coexistir. Mas as principais causas do crime não são a nacionalidade, são fatores como pobreza, desemprego e alienação social. Portanto, eu não acho que haja necessidade de designar áreas com alta concentração de estrangeiros como zonas especiais de segurança”, afirmou.
Confira o vídeo da cena:
Apesar da recepção positiva do público nas redes sociais e do reconhecimento de que seus argumentos foram bem fundamentados, os jurados do programa acabaram votando de forma contrária à posição defendida por Gunil. A decisão gerou debates online, com internautas expressando frustração e destacando a importância de figuras públicas abordarem temas sensíveis com empatia e responsabilidade.
O episódio reacendeu discussões sobre imigração, segurança pública e xenofobia na Coreia do Sul, além de reforçar o papel de artistas como vozes relevantes em debates sociais contemporâneos.
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