No dia 18 de janeiro (dia 19 na Coreia do Sul), um tribunal de Seul emitiu um mandado de prisão formal que estende o período de detenção do presidente Yoon Suk Yeo, que está afastado das suas atividades após ter decretado — e depois revogado — lei marcial no país.
Essa é a primeira vez, na história constitucional da Coreia do Sul, que um presidente em exercício recebe tal detenção. O juiz que concedeu o documento justificou a decisão dizendo que “existe preocupação de que o suspeito possa destruir evidências”.
Como resultado, as autoridades que investigam o caso podem agora manter o político preso por 20 dias, esse período já inclui a primeira prisão que aconteceu na última terça-feira (14).
Após a decisão, alguns apoiadores do presidente agiram com violência em frente ao tribunal, quebrando janelas e enfrentando os policiais.
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President Yoon supporters are storming the Seoul courthouse in response to his detention. They are smashing the windows and vandalising the offices. pic.twitter.com/S5lkVo18KS
— Jake Kwon (@JakeKwon88) January 18, 2025
Agora, o Gabinete de Investigação de Corrupção para Autoridades de Alto Escalão (CIO) tem a intenção de repassar a custódia de Yoon à promotoria. A partir de então, espera-se que ele seja investigado e condenado pela promotoria antes desse novo mandado de 20 dias expirar.
Yoon Suk Yeo está sendo investigado sob acusações de traição e abuso de poder após seu decreto de lei marcial em 3 de dezembro de 2024. A medida foi um risco para a democracia do país e considerada um quase golpe de estado. A Assembleia Nacional conseguiu vetar a decisão às pressas, fazendo com que Yoon barrasse a lei horas depois.
Desde então, o projeto de impeachment de Yoon Suk Yeo já foi aprovado pelo parlamento do país em dezembro, faltando ser formalizado pelo Tribunal Constitucional.
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