Rosé, integrante do BLACKPINK, participou de um episódio especial do podcast Call Her Daddy, apresentado por Alex Cooper, no qual falou abertamente sobre sua trajetória artística, experiências pessoais, relacionamentos, saúde emocional e o atual momento de sua carreira solo marcado, inclusive, por indicações históricas ao Grammy.
Durante a conversa, a cantora revelou que a norte-americana Miley Cyrus está entre suas colaborações dos sonhos. “Eu vejo a Miley na tela e daria tudo para fazer uma colaboração com ela. Ela é literalmente uma lenda”, afirmou. Rosé também comentou que recebeu conselhos importantes de Taylor Swift após conhecê-la em uma festa, em um momento em que buscava mais autonomia e proteção em sua carreira nos Estados Unidos.
O nascimento de “APT.” e o medo de algo “grande demais”
Ao falar sobre o processo criativo de “APT.”, colaboração com Bruno Mars, Rosé contou que percebeu o potencial da música de forma gradual. Segundo ela, após finalizar as primeiras gravações, passou a noite inteira ouvindo a faixa em repetição.
“Eu dormia escutando. É meio insano ouvir no repeat, mas algo ali parecia diferente”, disse. No dia seguinte, tomada por insegurança, pediu que produtores e compositores apagassem a música de seus celulares. “Não sei se foi medo ou se senti que era algo grande demais. Sempre que sinto que uma música pode ser grande, minha reação é escondê-la”, confessou.
A cantora explicou que, inicialmente, a faixa soava quase como um canto tradicional coreano e que só ganhou confiança após mostrar a música para pessoas próximas e receber reações positivas.
Grammy, maturidade e um “novo capítulo”
Rosé também comentou sobre as três indicações ao Grammy 2026 por “APT.”, tornando-se a primeira artista de K-pop indicada nas principais categorias da premiação. Para ela, o momento remete à sensação vivida quando foi selecionada em uma audição aberta da YG Entertainment.
“Eu nunca imaginei que isso fosse possível. É como um segundo capítulo da minha vida”, afirmou. Segundo Rosé, a indicação solo tem um impacto emocional diferente, mas igualmente intenso ao reconhecimento conquistado com o BLACKPINK.
BLACKPINK, contratos e decisões coletivas
Ao falar sobre o futuro do grupo, Rosé destacou que sempre houve respeito às decisões individuais entre as integrantes. “O BLACKPINK só existe com quatro integrantes. Nunca poderíamos ignorar a decisão de nenhuma de nós”, disse.
Ela também revelou que não se lembra de ter lido o primeiro contrato que assinou ao debutar no grupo, afirmando que apenas assinou seu nome. Em contraste, explicou que refletiu profundamente sobre seu contrato mais recente com a YG, buscando equilibrar sua carreira solo e as atividades em grupo.
Sobre o período de pausa para projetos individuais, Rosé afirmou que a decisão foi tomada ao longo de várias conversas, durante semanas, respeitando o tempo de amadurecimento de cada uma.
Privacidade, relacionamentos e limites
Na esfera pessoal, Rosé explicou por que prefere manter seus relacionamentos longe dos holofotes. Segundo ela, o maior medo não é ser atacada, mas ver pessoas próximas sofrendo com a exposição.
“Dói muito mais quando alguém que eu amo é atacado”, afirmou. A cantora revelou, inclusive, que já se disfarçou de senhora idosa (com peruca e saia florida) para evitar fotógrafos ao visitar um ex-namorado.
Ela também falou sobre comportamentos que não toleraria mais em um relacionamento, destacando a falta de respeito com amigos e familiares como um sinal de alerta.
Treinamento, solidão e saúde emocional
Rosé relembrou os anos como trainee, dos 16 aos 20 anos, descrevendo uma rotina exaustiva, sem vida social e quase nenhuma privacidade. Segundo ela, o único momento em que conseguia ficar sozinha era no banho, acordando mais cedo para chorar sem ser vista.
“Eu não queria parecer fraca”, contou. A artista relacionou esse período ao impacto emocional de crescer longe da família durante a adolescência.
Pressão estética e defesa da equipe
Outro ponto abordado foi o impacto das críticas direcionadas à sua equipe de maquiagem, figurino e styling. Rosé afirmou que sempre achou doloroso ver profissionais sendo atacados por decisões que partiam dela e reforçou não se sentir confortável com fãs tentando ditar sua aparência ou comportamento. Segundo a cantora, esse tipo de comentário diminuiu após o lançamento do álbum, especialmente com “number one girl”.
O que vem pela frente
Por fim, Rosé revelou a existência de uma música inédita, escrita após o lançamento de seu álbum, que considera uma de suas favoritas e que pretende lançar no futuro. “Só percebi o quanto ela era especial meses depois”, disse.
O episódio especial do Call Her Daddy, gravado em diferentes cidades da Ásia, marca um dos momentos mais francos da artista até hoje, consolidando não apenas sua fase solo, mas também uma Rosé mais consciente, madura e segura sobre quem é dentro e fora dos palcos.
Confira o programa na íntegra:

