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HYBE é acusada de assumir dívida bilionária ligada a Scooter Braun na compra da Ithaca Holdings

A HYBE, uma das maiores empresas de entretenimento da Coreia do Sul, está novamente sob os holofotes após a divulgação de um relatório investigativo do veículo coreano NewTamsa nesta semana (dia 06). As informações, repercutidas por portais internacionais, reavaliam os bastidores da aquisição da norte-americana Ithaca Holdings, então comandada por Scooter Braun, concluída em abril de 2021.

O novo levantamento afirma que a HYBE não apenas desembolsou o valor amplamente divulgado na época, mas que o custo total da operação teria chegado a ₩1,18 trilhão (aproximadamente 4 bilhões de reais), incluindo dívidas que teriam sido deixadas por Braun. Documentos financeiros revelam que cerca de ₩120 bilhões (aproximadamente 446 milhões de reais) em passivos da Ithaca foram quitados pela empresa sul-coreana como parte do acordo.

Dívida estaria ligada à polêmica aquisição dos masters de Taylor Swift

De acordo com o relatório, esse passivo incluiria empréstimos contraídos por Scooter Braun durante a compra dos masters de Taylor Swift, realizada via Big Machine Label Group em 2019. Após revender os masters à Shamrock Capital em 2020 por cerca de US$ 400 milhões, Braun teria, segundo a reportagem, distribuído uma parte substancial do lucro em dividendos, deixando parte da dívida ainda em aberto, dívida que acabou sendo absorvida pela HYBE.

A revelação intensificou críticas ao negócio, já que o valor real da Ithaca, sem considerar ativos intangíveis, seria significativamente menor. Estimativas apontam que a empresa teria um valor líquido aproximado de apenas ₩70 bilhões (cerca de 260 milhões de reais), contrastando com o pagamento bilionário feito pela HYBE.

Uso de capital gerado pelo BTS levanta questionamentos entre fãs

O debate ganhou força porque, à época, o BTS era responsável pela maior parcela do faturamento da HYBE. Segundo o NewTamsa, o grupo teria sido indiretamente responsável por grande parte dos recursos utilizados na aquisição:

  • A HYBE teria usado 74% de todo o seu caixa disponível no período.
  • Além disso, contraiu cerca de ₩560 bilhões em novos empréstimos para concluir a operação.

Para críticos, esse cenário sugere que o dinheiro gerado pelo BTS. então em seu auge global, teria sido decisivo para sustentar uma compra arriscada e altamente onerosa.

Mensagens enviadas a Bang Si-hyuk teriam sido lidas, mas não respondidas

O NewTamsa afirma ter enviado perguntas diretamente a Bang Si-hyuk, fundador e presidente da HYBE, questionando se a empresa tinha conhecimento da dívida relacionada aos masters de Taylor Swift ao firmar o acordo. Segundo o veículo, a mensagem foi visualizada, mas não houve resposta. O vice-presidente de comunicação da HYBE, Park Tae-hee, que antes respondia à imprensa, também teria deixado de retornar aos contatos.

A HYBE mencionou possibilidade de ação legal contra as alegações, mas, segundo o veículo, não houve movimentação concreta até o momento.

Polêmica ressurge nas redes e divide opiniões

A história voltou a viralizar após usuários do fórum TheQoo retomarem o relatório coreano e discutirem a transparência da empresa nas decisões envolvendo ativos internacionais. As críticas também buscam explicações para o valor elevado pago por uma companhia cujo patrimônio líquido real era muito menor.

A repercussão internacional reacendeu debates sobre a governança da HYBE, o papel de Scooter Braun — que deixou seus cargos dentro da empresa em 2023 — e a gestão de recursos obtidos durante a fase mais lucrativa do BTS.

Até o momento, a HYBE não emitiu um novo comunicado sobre as alegações.

Fonte: (1);(2)

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