O presidente Lee Jae-Myung anunciou, em sua primeira coletiva de imprensa, uma política fiscal “proativa e ousada” para melhorar a vida dos sul-coreanos e enfrentar a crise nacional. O compromisso foi feito hoje (03) durante um encontro com jornalistas coreanos e estrangeiros no complexo da Casa Azul, no centro de Seul.
Lee afirmou que o governo destinará recursos expressivos a setores de ponta — como inteligência artificial, semicondutores e energia renovável — e ao setor cultural, com o objetivo de impulsionar o crescimento econômico. Ele destacou ainda que pretende impulsionar o mercado de capitais para preparar o país para a era do “Kospi 5.000”, referindo-se ao principal índice acionário da Coreia do Sul.
Ao reconhecer desafios como as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, as tensões com a Coreia do Norte e um vácuo de liderança de seis meses provocado por medidas de lei marcial no governo anterior, Lee afirmou: “a prioridade máxima é aliviar o sofrimento do povo e criar um país que volte a crescer e a dar grandes saltos”.
Na área de habitação, o presidente prometeu medidas além da nova regulação de empréstimos anunciada na semana passada. Ele quer frear a especulação imobiliária, proteger quem busca comprar imóvel e redirecionar investimentos do setor de imóveis para o mercado financeiro, aproveitando terrenos e imóveis já existentes em vez de construir novas cidades.
O presidente também manifestou apoio a uma reforma ampla do Ministério Público, separando as funções de investigação e acusação (proposta polêmica que, em sua avaliação, deve ser votada antes do feriado de Chuseok, em outubro). Sobre o impasse com a classe médica em torno do aumento de vagas em faculdades de medicina, disse que buscará avanços por meio do diálogo.
Com tom firme, mas aberto à cooperação, Lee Jae Myung reforçou que não fará concessões que caracterizem “conluio” com a oposição, o Partido Poder do Povo (PPP), mas se mostrou disposto a ouvir diretamente a população para que suas demandas sejam refletidas nas políticas públicas. Por fim, reforçou a importância da diplomacia para diversificar mercados e reduzir tensões na Península, aproveitando o reconhecimento internacional crescente da Coreia do Sul.
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