Em resposta às declarações da integrante YIREN, do grupo EVERGLOW, sobre a falta de remuneração após seis anos de carreira, a CEO da Yuehua Entertainment, empresa responsável pelo grupo, se pronunciou ontem (15).
A CEO afirmou que os custos elevados de investimento no debut do grupo ainda não foram recuperados pela empresa e que isso justificaria a ausência de pagamentos às artistas.
No dia 18 de março, durante interação com fãs pelo 6º aniversário do EVERGLOW, YIREN revelou que nem ela, nem as outras integrantes receberam qualquer remuneração desde o debut em 2019. A idol brincou sobre ser uma “trabalhadora sem salário” e destacou que, mesmo em atividades como sessões de autógrafos, nenhum valor era repassado ao grupo.
As declarações viralizaram, gerando revolta entre fãs e debates sobre as condições trabalhistas e de remuneração dos artistas na indústria.
Um modelo comum nas empresas de K-Pop é recuperar custos de treinamento, produção, marketing e promoções antes de repartir lucros com os artistas. Entretanto, a falta de transparência sobre contratos e cálculos financeiros, para além das horas exaustivas de trabalho, ainda gera críticas e controvérsias.
A Yuehua, uma das maiores empresas de entretenimento da China com atuação na Coreia do Sul, divulgou sua última atualização financeira pública em 2023, sem especificar lucros de 2024 ou 2025. Embora relatórios apontem crescimento impulsionado pelo mercado doméstico chinês, nenhum dado menciona o retorno financeiro gerado pelo EVERGLOW.
Fãs e especialistas questionam como um grupo com turnês internacionais e carreira de seis anos não geraria receita suficiente para quitar os débitos.

