ARMYs no México estão revoltados com a venda de ingressos para a turnê do BTS, realizada entre 23 e 24 de janeiro. Milhares de fãs não conseguiram lugares nos shows por erros da plataforma Ticketmaster e compra dos setores por cambistas.
A pré-venda de ingressos para a turnê do BTS no México aconteceu na sexta (23), e era exclusiva para pessoas com ARMY membership – adquirida via Weverse até 18 de janeiro. O anúncio oficial informava que o único canal para compra era a Ticketmaster (site e app). No entanto, testemunhas, e relatos em vídeo, no estádio GNP Seguros viram cambistas adquirindo ingressos no local.
Enquanto isso, quem tinha o ARMY membership ficou sem comprar por erros na plataforma. Não processamento de dados e cancelamento inesperado ao final da operação são algumas das queixas. Fãs com o benefício alegaram terem sido impedidos de comprar com o aviso de “Essa venda é apenas para fãs registrados”.
A venda geral no dia seguinte (24) reuniu mais de 300 mil pessoas na fila virtual. Os ingressos para todas as três datas se esgotaram em 1h40. Segundo fãs, 30 minutos depois do encerramento era possível comprar os bilhetes em sites de revenda – com valores até 6 vezes mais caros.
ARMYs mexicanos estão levantando hashtags (ARMYNoCompraReventa) para alertar sobre a compra de ingressos com cambistas e exigir respostas da Ticketmaster e da produtora OCESA. O ex-deputado Jorge Álvarez Máynez tomou a causa e denunciou os acontecimentos à Procuradoria Federal do Consumidor (Profeco).
Algumas denúncias acusam a Ticketmaster de fazer parceria com cambistas e oferecer links especiais antes da pré-venda, enquanto alguns cambistas também estão se revoltando pelas denúncias e fazendo campanhas para não vender para o fandom.
No Brasil, ARMYs buscam frear os valores de taxas abusivas com uma petição virtual, que exige um teto para a cobrança de taxas. A petição foi organizada por Bangtan Archives.

