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Agência de Mark Lee publica nota após cantor usar camisa dos Estados Unidos Confederados, considerada um símbolo racista

Nesta terça (23), o cantor Mark Lee foi alvo de críticas depois que internautas compartilharam fotos do cantor usando uma camisa com estampa da bandeira dos Estados Unidos Confederados. Em resposta, a Upper Room, agência de Mark, publicou uma nota de desculpas. 

A polêmica se deu porque a insígnia é considerada um símbolo de ódio racial devido ao histórico de segregação racial nos estados sulistas — chamados Estados Confederados durante a Guerra Civil dos Estados Unidos.

Segundo a empresa, a peça foi escolhida como um vestuário vintage. Ao se desculpar, disse: “A Upper Room e o artista rejeitam inequivocamente e não toleram racismo, ódio, discriminação ou qualquer forma de intolerância”.

Os procedimentos de verificação de conteúdo e seleção de figurino serão reforçados, informou a agência. Depois de um agradecimento pelos feedbacks, a Upper Room pediu desculpas a todos que se sentiram ofendidos. 

Entenda a bandeira

No século 19, a bandeira foi criada para representar os estados do Sul durante a Guerra Civil nos Estados Unidos, apesar de não ter sido adotada como símbolo oficial.

Com o histórico de segregação racial nos estados sulistas, a bandeira vermelha com a cruz azul e estrelas brancas foi associada a esses valores. 

Ela também foi resgatada por grupos de supremacia branca, em especial nos anos em que a Ku Klux Klan atuava livremente. Desde então, a bandeira dos Confederados é identificada como símbolo racista, a favor do fascismo. 

A nota da Upper Room menciona que, depois que a polêmica da insígnia foi reconhecida, a intenção era impedir que a camisa ficasse visível, mas a imagem vazou na internet. Veja o trecho: 

“A peça foi escolhida apenas como um item de vestuário vintage. No entanto, ao reconhecermos o significado histórico e a sensibilidade associados ao símbolo exibido na camiseta, tomamos medidas para garantir que ele não ficasse visível em nenhum conteúdo oficial. Apesar desses esforços, a imagem acabou sendo compartilhada externamente, tornando o símbolo visível e gerando uma preocupação compreensível por parte do público.”

Leia a nota completa

Olá, aqui é a Upper Room.

Gostaríamos de apresentar nossas sinceras desculpas pela preocupação, pelo desconforto e pela decepção causados ​​pela camiseta vintage que apareceu em uma fotografia compartilhada recentemente.

A peça foi escolhida apenas como um item de vestuário vintage.

No entanto, ao reconhecermos o significado histórico e a sensibilidade associados ao símbolo exibido na camiseta, tomamos medidas para garantir que ele não ficasse visível em nenhum conteúdo oficial. Apesar desses esforços, a imagem acabou sendo compartilhada externamente, tornando o símbolo visível e gerando uma preocupação compreensível por parte do público.

Independentemente da intenção, reconhecemos que essa questão deveria ter sido tratada com maior diligência e cuidado. Assumimos total responsabilidade por essa falha.

A Upper Room e o artista rejeitam inequivocamente e não toleram racismo, ódio, discriminação ou qualquer forma de intolerância.

Compreendemos a gravidade das preocupações levantadas e lamentamos profundamente o transtorno que este incidente causou.

Também agradecemos àqueles que chamaram nossa atenção para esse assunto. Valorizamos o feedback recebido e estamos ouvindo atentamente as preocupações expressas pela nossa comunidade.

Como resposta, reforçaremos nossos procedimentos internos de revisão para a escolha de figurino e aprovação de conteúdo, a fim de ajudar a evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.

Pedimos sinceras desculpas a todos que se sentiram magoados, ofendidos ou decepcionados com essa situação. Reafirmamos nosso compromisso de agir com maior responsabilidade, consciência e cuidado daqui para frente.

Upper Room

Fonte: (1), (2), (3), (4)

Sobre o autor

Jornalista pela Universidade de Brasília (UnB). Ama escrever sobre música, livros e cultura digital

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