Booking e Tradução: Carol Steinert
Entrevista: Nini Vasconcelos
Design: Jessica Fernandes
Recentemente, o LU debutou com o espetacular mini álbum “UNFOLD”, um lançamento impactante que explora vários temas e sentimentos! E, para celebrar esse momento, ele concedeu uma entrevista exclusiva para a HIT! Na conversa abaixo, o cantor compartilhou um pouco mais sobre o processo de composição das músicas do EP, falou sobre sua experiência nos realities “LOUD” e “Build Up: Vocal Boy Group Survivor”, mandou uma mensagem para os fãs brasileiros e muito mais!
TIME HIT!: Você acabou de fazer sua estreia solo com o álbum “Unfold” — parabéns! Ao afirmar sua identidade como solista, que tipo de experiência emocional e artística você espera que as pessoas descubram no seu trabalho?
LU: Obrigado. Para este álbum, “Unfold”, o que mais importou para mim foi capturar minha voz como ela realmente é. Eu esperava que, quando as pessoas o ouvissem, o achassem cativante e algo que as atraísse. Mais do que tudo, queria que os ouvintes sentissem o que eu senti enquanto o fazia, que se conectassem com as emoções e atmosferas que surgem naturalmente quando você ouve a música.
TIME HIT!: Como ex-participante de “LOUD” e “Build Up: Vocal Boy Group Survivor”, e como integrante do WATERFIRE, o público já viu diferentes lados de LU! Como essas experiências reformularam a maneira como você entende sua voz e direção artística hoje? Há alguma parte de você que você sentiu que ficou invisível naquela época e que você está escolhendo revelar agora por meio da sua própria música?
LU:Tornar-me uma estrela mundial tem sido o meu sonho desde criança, então sempre que uma oportunidade se apresentava, eu a abraçava com ousadia e sem medo. Eu aparecia nesses grandes programas de sobrevivência se isso significasse que meu sonho poderia estar um passo mais perto, e mais pessoas pudessem conhecer meu nome. Com essa experiência, também encontrei outras coisas que gostaria de fazer no futuro, e foi uma ótima oportunidade para me conhecer melhor. Por meio deste álbum, quis mostrar um lado diferente de mim que não tive chance de apresentar antes, e daqui para frente vou continuar mostrando vários lados meus.
TIME HIT!: Falando sobre suas experiências passadas, especialmente sua jornada no “Build Up: Vocal Boy Group Survivor” — que presenteou o público com tantas performances arrebatadoras e inesquecíveis, há algum momento específico do programa que ainda vive no seu coração e tem um significado especial para você?
LU:Uma performance que guardo no coração é “Falling”. O processo de preparação foi divertido e houve muitos momentos significativos. Cantar sob as luzes do palco também foi uma experiência realmente marcante para mim.
TIME HIT!: Seu álbum de estreia “Unfold” conduz os ouvintes por uma experiência sonora única e imersiva, e seu título sugere um processo em camadas de revelação emocional. Sob essa perspectiva, há alguma faixa com a qual você sente uma conexão pessoal mais profunda ou pela qual estava especialmente animado para que os fãs ouvissem? Se sim, qual e por quê?
LU:Todas as faixas são significativas para mim, mas “Bite My Lips” é a música que realmente quero tocar para os meus fãs. Acho que o amor é algo lindo, algo que ilumina seu coração. Esta música é uma expressão mais sensorial e emocional de um amor não correspondido que eu vivi.
Espero que meus fãs possam realmente sentir essas emoções em torno do amor e aproveitar essa jornada comigo, seja ela feliz ou um pouco agridoce.
TIME HIT!: “Red Flowers In My Garden” representa algo belo, porém intenso e doloroso, refletindo um conflito entre a rejeição e as memórias persistentes, onde a dor às vezes pode fazer parte do crescimento. Em que momento você sente que uma experiência difícil deixa de ser apenas dolorosa e começa a florescer ou a se tornar transformadora? Você acha que os momentos desafiadores sempre podem abrir espaço para o crescimento pessoal, ou depende de como cada pessoa escolhe lidar com eles?
LU: Acredito que seria diferente para cada pessoa. Mas não passamos todos por isso em algum momento? Aquela sensação de mudar aos poucos como pessoa. Não consigo identificar exatamente quando começa, mas com o tempo você percebe que não é bem o mesmo de antes.
Ao longo do caminho, você pode ter arrependimentos, ou se perguntar: “E se eu tivesse feito as coisas de forma diferente?”. Mas independentemente das escolhas que você faz, ou do tipo de mentalidade que tem, quero dizer: não se arrependa. A sua liberdade pertence a você.
Seja qual for o caminho que você tomar, você cresce conforme avança nele. O crescimento não é algo que acontece apenas da infância à idade adulta — é algo que continua ao longo de toda a vida. Com o passar do tempo, até o fim, você continua sentindo as coisas com mais profundidade e carregando esses momentos consigo.
E no final, as coisas que você guardou serão o que iluminará o caminho à sua frente.
TIME HIT!: “Behind the Door” transmite uma sensação de paralisia interna, onde a porta representa um momento importante de decisão. Em nível pessoal, o que geralmente te ajuda a encontrar a coragem de “abrir essa porta” em momentos de hesitação ou pausa emocional?
LU: Tento movimentar meu corpo e, uma vez que minha mente se sente clara, coloco as coisas em prática. Sinto que movimentar o corpo me ajuda a ganhar coragem. E acho que essa coragem vem de dentro de você. Desejo que as pessoas encontrem essa coragem para fazer o que quiserem, mas também acredito que depende muito das condições e situações de cada pessoa para que possam se permitir ganhar coragem.
Porém, quero dizer isso: comece tentando pelas pequenas coisas.
TIME HIT!: “Bite My Lips” explora uma paixão não correspondida. Que conselho você daria às pessoas que querem confessar seus sentimentos, mas têm dificuldade em encontrar coragem para isso?
LU:Quando se trata de amor, acho que a “coragem” está intimamente ligada aos “arrependimentos”. Sabe como você pode se arrepender de ter feito algo, assim como se arrepender de não ter feito, já que não sabemos como a outra pessoa vai receber nossas investidas.
No entanto, acredito que, se seus sentimentos são sinceros, é sempre melhor ser direto sobre eles. Acho que é verdadeiramente significativo quando sua sinceridade parte de você e é entregue a outra pessoa. Quando você faz isso, sentirá um alívio, e a partir do momento em que sua sinceridade parte de você, o restante depende da outra pessoa. Por isso, só quero dizer: tenha coragem.
TIME HIT!: “Night Night” é uma música sobre estar sempre presente para alguém que você ama, da mesma forma que essa pessoa está para você — uma ideia linda e tocante de apoio emocional mútuo. Para você, o que diferencia verdadeiramente “estar presente” de simplesmente estar “disponível” para alguém? O que define uma relação de apoio verdadeiramente equilibrada?
LU: Acho que dedicar tempo a alguém é algo que vem antes de verdadeiramente estar presente para essa pessoa. Então, acho que dedicar tempo a alguém é um sinal de interesse, enquanto verdadeiramente estar presente para ela é amor. Para mim, essa é a diferença.
O tipo de relação equilibrada e de apoio em que acredito é aquela em que ambas as pessoas têm espaço emocional, confiam plenamente uma na outra e se sentem confortáveis dentro disso.
Se você tiver isso, acho que é uma relação que pode sustentar por muito tempo.
TIME HIT!: “Got Me Freaking Lost Too” reflete sobre perceber seus próprios sentimentos e escolhas depois que as coisas já aconteceram. Em um contexto geral, há algo em sua própria jornada que você entende de forma diferente hoje, mas não entendia na época em que aconteceu?
LU: Lembro de ter ouvido de alguém que meu pensamento era imaturo demais. Na época, não conseguia entender o que aquela pessoa quis dizer, mas agora, olhando para mim mesmo, finalmente consigo entender. De onde estou agora, tendo crescido e amadurecido, consigo ver muitas coisas que me faltavam antes. Por isso, daqui para frente, quero continuar crescendo do meu jeito e me tornando cada vez mais quem eu realmente sou.
TIME HIT!: “Tangled” retrata um estado mental confuso e difícil de organizar, capturando uma experiência muito crua e humana pela qual muitas pessoas passam de formas diferentes. Como artista, o que te atrai em traduzir esses tipos de sentimentos em música, especialmente sabendo o quão amplamente eles são vivenciados na sociedade atual?
LU:Acho que é simplesmente a sinceridade. Sou uma pessoa muito honesta, então me expresso de forma bastante ousada também. Ser honesto na minha música me dá uma sensação de liberdade, então espero que as pessoas que ouvirem meu álbum também sintam isso e vivenciem a música à sua maneira pessoal. Quero me sentir conectado com meus fãs como um só.
TIME HIT!: Você esteve ativamente envolvido nas letras e composição do álbum. Como costuma ser o seu processo de produção, e o que te guia na hora de decidir quais emoções ou experiências você quer expressar por meio das suas faixas?
LU: Há muita liberdade no meu processo de composição. Escrevo músicas quando tenho vontade; quando não quero, simplesmente não escrevo. Não há espaço para forçar as coisas na minha vida. Organizei este álbum com músicas nas quais realmente encontro valor. Na hora de decidir quais emoções ou experiências transformar em música, o mais importante para mim é o que estou sentindo no momento. Tento colocar esses sentimentos em uma melodia e ouvi-la primeiro por conta própria, e só se me convencer, decido expressá-la plenamente. Somente quando estou verdadeiramente convencido escolho avançar e trazê-la ao mundo.
TIME HIT!: Você já mencionou antes que “Joanne”, da incrível Lady Gaga, te apoiou durante um momento difícil da sua vida. O que há nessa música que ressoa em você em um nível tão profundo, e que sentimentos ela costuma despertar em você hoje em dia?
LU: Foi um dia de audição quando ouvi essa música pela primeira vez. O sol do inverno brilhava através das cortinas, e enquanto eu me preparava para sair, colocando meu casaco acolchoado vermelho, ouvi essa música. De repente, meu corpo relaxou e comecei a sentir um calor se espalhando por dentro de mim. Quando ouço essa música agora, ela me lembra dos dias em que frequentava a escola; na minha mente, consigo me ver como estudante, e às vezes sinto saudade. E às vezes adoraria voltar a essa época, só por um instante.
TIME HIT!: Se você tivesse que se descrever em cinco palavras, quais seriam?
LU: Eu diria único, preguiçoso, temperamental, persistente e imaginativo — essas são as cinco. Sou bastante único, posso ser um pouco preguiçoso às vezes, e sou bem imprevisível. Mas quando começo algo, tendo a continuar e levar até o fim. Também passo muito tempo na minha cabeça, imaginando coisas que podem parecer desnecessárias. Mas acho que todas essas características são o que me impulsiona a fazer música.
TIME HIT!: Se você tivesse a chance de visitar o Brasil, o que mais gostaria de experienciar aqui?
LU: Adoraria experimentar a pizza de chocolate que vocês têm no Brasil! Estou muito curioso sobre ela há bastante tempo. Se eu for ao Brasil, com certeza vou experimentar!
TIME HIT!: Por favor, mande uma mensagem para seus fãs brasileiros!
LU: Espero que vocês amem “Unfold”. É apenas o começo para mim, então espero que aguardem minhas atividades no futuro. Vamos caminhar juntos por esse caminho — vai ser muito divertido.
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