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Ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol é condenado à prisão perpétua

Yoon Suk Yeol, ex-presidente da Coreia do Sul, foi condenado nesta quinta-feira (19), à prisão perpétua por golpe de Estado.

O ex-líder foi considerado culpado por liderar uma insurreição na declaração de lei marcial, que mergulhou a Coreia em uma crise política.

Segundo a promotoria, foi solicitado a pena de morte para o caso, diante do argumento de que Yoon merecia a maior punição por não ter demonstrado sequer um tipo de remorso pelas ações ameaçadas à “ordem constitucional e a democracia”.

O ex-líder alegou que a declaração da lei marcial era um exercício legal da sua autoridade presidencial e insistiu em dizer durante os julgamentos, que “o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição”.

Yoon Suk Teol acusou enfim o partido da oposição de ter imposto uma “ditadura inconstitucional” ao controlar o Legislativo e que, em sua opinião, “não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano”.

A defesa dele ainda deixou claro que a decisão foi tomada com base em um roteiro pré-escrito e não baseada em evidências do caso. Eles informaram que irão discutir se deverão recorrer à decisão.

RELEMBRE O CASO:

Em 16 de janeiro deste ano, o ex-presidente, que foi destituído em 2024 após tentar impor lei marcial no país, foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução de Justiça e irregularidades, o que desencadeou uma das maiores crises políticas da Coreia do Sul.

Em 2024, Yoon Suk Yeol decretou lei marcial na Coreia do Sul em uma tentativa de fechar o Parlamento e restringir direitos civis. A medida caiu horas depois diante da reação contrária do Legislativo e protestos da população.

Ele ficou escondido em sua residência antes de ser preso, se tornando o primeiro mandatário em exercício na história do país a ser detido. O ex-presidente ainda alegou que buscava “apenas proteger a ordem constitucional”.

Segundo o tribunal, Yoon foi considerado culpado por:

  • Excluir funcionários do governo de uma reunião sobre a possível imposição da lei marcial;
  • Fabricar um documento oficial ligado à declaração da medida;
  • Se esconder por semanas na residência presidencial para evitar prisão, amparado por sua equipe de segurança;
  • Ordenar a destruição de registros telefônicos, considerados potenciais provas.

Por falta de provas, ele foi absolvido da acusação de falsificação de documentos.

Fonte: (1)…

Sobre o autor

Técnica em Multimídia formada pelo SENAC. Escritora de romances, apaixonada por K-Pop, K-Culture, música, séries e filmes. A vida é capaz de nos inspirar diariamente!

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