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Um metaverso de emoções, conexão e talento! – ENTREVISTA PLAVE

Booking e Tradução: Carol Steinert
Entrevista e Revisão: Nini Vasconcelos
Design: Jéssica Fernandes 


No final do ano passado, o PLAVE fez comeback com o adorável single “PLBBU”, uma colaboração com os personagens da Sanrio que deu um toque ainda mais único ao universo apaixonante do grupo!

Para aproveitar esse momento especial, eles tiveram uma conversa exclusiva com a HIT!. Nesta entrevista, eles falaram sobre o lançamento, compartilharam pensamentos e experiências, mandaram uma mensagem para os fãs brasileiros e muito mais!

Confira abaixo: 

TIME HIT!: No mês passado, vocês lançaram o single “PLBBUU”, que não só funciona como uma homenagem carinhosa aos fãs, mas também marca uma colaboração especial com os adorados personagens da Sanrio! O que inspirou a criação de um projeto tão acolhedor e temático, e como foi o processo de misturar o universo doce da Sanrio com a identidade artística do PLAVE?

YEJUN: Quando começamos a trabalhar em PLBBUU, eu ficava pensando: “Espero muito que essa música seja como um presente para a PLLI (nome do fandom do PLAVE)!” Como era uma colaboração com personagens da Sanrio, achei que seria uma ótima oportunidade de mostrar um novo lado nosso. Por isso, foi muito importante garantir que a identidade musical do PLAVE permanecesse em harmonia com as emoções puras e gentis que os personagens da Sanrio transmitem.

NOAH: Por exemplo, tivemos cuidado para que a estrutura e o som não ficassem leves demais. Queríamos que a música deixasse uma excitação calma e um calor que permanecesse mesmo depois de acabar. Em vez de puxar demais para algo excessivamente suave ou “fofinho”, focamos em manter os acordes e as texturas características do PLAVE como base, adicionando por cima pequenos detalhes adoráveis.

BAMBY: Quando penso nos personagens da Sanrio, imagino um mundo que protege a inocência e envolve seu coração com cuidado, para que ele não se machuque. Esse sentimento é muito próximo do que o PLAVE também quer transmitir. Então, em vez de encarar esse trabalho como apenas uma colaboração simples, desenvolvemos este álbum pensando na mensagem que poderia realmente brilhar quando fosse entregue junto.

EUNHO: “BBUU!” tem letras bem simples e repetitivas. Para expressar a sensação de gostar de alguém de forma honesta e sem fingimento, achamos que precisava ter um charme levemente desajeitado, quase imperfeito. Se você observar os personagens da Sanrio no videoclipe, eles expressam muito por meio de pequenos gestos e movimentos, e essa era exatamente a vibe que queríamos. Também direcionamos o tom vocal para soar suave e amigável, quase como quando conversamos com os fãs durante as lives.

HAMIN: Para a performance, não queríamos que fosse apenas algo fofo. Então começamos nos perguntando: “Como podemos expressar o amor de um jeito novo, do jeito do PLAVE?” Queríamos que nossa emoção alcançasse o maior número possível de PLLIs, então usamos movimentos bem intuitivos para demonstrar amor e também tentamos expressá-lo por meio da linguagem de sinais, como uma abordagem nova e cheia de significado.

TIME HIT!: Para a tão aguardada colaboração com os personagens da Sanrio, cada integrante foi associado a um personagem específico escolhido para combinar com seus estilos pessoais — My Melody (BAMBY), Cinnamoroll (YEJUN), Pochacco (HAMIN), Pompompurin (NOAH) e Kuromi (EUNHO) —, e o MV de “BBUU!” mistura de forma encantadora o universo do PLAVE com o charme dos personagens da Sanrio. Em um nível pessoal, como foi ver a música de vocês ganhar vida por meio de um estilo visual tão fofo e fantasioso?

YEJUN: Até agora, nós vínhamos contando histórias que realmente pertenciam ao PLAVE, então foi muito divertido trabalhar com os personagens da Sanrio e sentir que o nosso mundo se expandiu por meio dessa colaboração. Com os personagens da Sanrio aparecendo ao lado das nossas versões SD (Super Deformed) transformadas em fadinhas dos sonhos, o vídeo ficou ainda mais rico e fofo.

NOAH: No começo, quando ouvi que haveria cenas nossas interagindo com os personagens da Sanrio, fiquei curioso sobre como isso funcionaria na prática. Mas quando vi o resultado final, fiquei realmente satisfeito. A cena que mais repeti foi a do Pompompurin correndo até mim e me dando um abraço bem apertado!

BAMBY: Também foi um novo tipo de desafio para nós, mas fiquei muito feliz com o resultado do videoclipe, porque ele está cheio de elementos gostosos de observar. Os personagens da Sanrio usando roupas combinando com o PLAVE não ficaram adoráveis? Eu até mantenho todos juntos como um conjunto no meu quarto agora!

EUNHO: Cada um de nós foi associado a um personagem da Sanrio que combinava com nossas características individuais. Depois que o vídeo foi lançado, os fãs começaram a postar comparações, apontando semelhanças entre os integrantes do PLAVE e diferentes personagens da Sanrio. Foi muito divertido e interessante ver tudo isso!

HAMIN: No videoclipe de “BBUU!”, a música e o visual se misturam como uma combinação perfeita, então não conseguimos parar de sorrir enquanto assistíamos à versão final. Cada personagem da Sanrio tem sua própria personalidade e peculiaridades, e se você reassistir ao vídeo com calma, vai ser divertido encontrar todos esses pequenos detalhes.

TIME HIT!: “PLBBUU” carrega uma atmosfera extremamente carinhosa, e o calor que vocês colocaram nesse single é realmente perceptível. Como os cinco integrantes participaram da criação das três faixas, vocês poderiam contar qual foi a principal mensagem que esperavam transmitir?

YEJUN: De certa forma, este álbum foi o projeto em que abrimos da forma mais pura e transparente a nossa parte emocional. O que realmente queríamos dizer por meio de PLBBUU era: “Foi por causa da PLLI que conseguimos fazer uma música tão calorosa.” Esperamos que os fãs se sintam felizes ao ouvir essa confissão tão sincera, que nunca é superficial.

NOAH: Do ponto de vista musical, este álbum não fala sobre emoções que crescem, mas sobre emoções que se aprofundam. Queríamos expressar gratidão e afeto genuíno por meio do amor em sua forma mais pura, sem motivos adicionais. Quase como se nos tornássemos fadinhas dos sonhos que permanecem silenciosamente ao seu lado.

BAMBY: Exatamente. No passado, focamos muito em performances fortes e mensagens guiadas por narrativa, mas desta vez quisemos mostrar que até mesmo uma única emoção pura pode se transformar em música. E, acima de tudo, espero que os fãs sintam que isso não é apenas fan service, mas uma confissão que realmente vem do nosso coração.

EUNHO: Queríamos captar todos esses sentimentos fofos que temos pela PLLI — como gratidão, saudade e o desejo de estarmos juntos — e expressá-los da forma mais divertida e carinhosa possível. Isso também aparece na letra: “um sentimento sem motivo algum.”

HAMIN: Este álbum se tornou mais do que apenas um conceito ou uma colaboração, porque deu a nós cinco a oportunidade de refletir profundamente sobre como transmitimos nossas emoções. E, no fim, a mensagem que queríamos compartilhar era, na verdade, muito simples: “Vocês significam muito para nós!”


TIME HIT!: “BBUU!” captura a sensação de amar alguém de um jeito que desafia a lógica — espontâneo, cósmico e inexplicável. Como cada integrante entende ou se relaciona, de forma pessoal, com a ideia de amar alguém “sem motivo específico”?

YEJUN: Eu ainda me lembro do primeiro momento em que ficamos diante dos nossos fãs. Cada reação chamou minha atenção, ficou gravada no meu coração e deixou essa sensação suave e persistente dentro de mim. Por isso, acho que amar alguém sem motivo pode ser visto como uma emoção que já está completa. Antes mesmo de procurar uma razão, o seu coração já foi conquistado.

NOAH: Quando existe um motivo, a decepção pode vir depois. Mas amar alguém sem razão significa aceitá-lo exatamente como ele é. Esse tipo de sentimento incondicional, como o descrito na letra de “BBUU!”, realmente ressoou comigo. O amor que a PLLI nos dá é exatamente assim, e por meio da nossa música, quisemos devolver esse sentimento com um amor ainda maior.

BAMBY: O amor parece um fenômeno natural que acontece no coração. Como a chuva caindo ou o sol nascendo, ele simplesmente se infiltra em você um dia, e só depois você percebe o que está sentindo. “BBUU!” expressa esse tipo de emoção de forma divertida e fofa, mas no fundo, fala sobre a forma mais pura de amor.

EUNHO: Eu diria que “BBUU!” é uma música sobre os motivos que tornam alguém amável. A PLLI é amável simplesmente por existir e, na minha opinião, amor sem motivo é o amor verdadeiro. Sentimentos que começam pela lógica podem desaparecer quando essa razão deixa de existir, mas emoções de gostar de alguém simplesmente porque sim, como descrito em “BBUU!”, têm uma força que não se abala, não importa o que digam.

HAMIN: Eu costumo perguntar “por quê?” sobre tudo, mas o amor parece ser uma das coisas mais difíceis de explicar. Mesmo que existam partes que possam ser colocadas em palavras ou lógica, no centro de tudo o que sobra é simplesmente a frase: “porque é você.” E é exatamente isso que “BBUU!” quer transmitir em sua essência.


TIME HIT!: “Bongsoong-a” incorpora a imagem das mãos manchadas pela flor de bálsamo, uma tradição da infância ligada a desejos, inocência e à crença de que, se a cor durar até a primeira neve, um desejo sincero se realizará. O que inspirou vocês a trazer um elemento tão culturalmente nostálgico e emocionalmente simbólico para a narrativa da música?

YEJUN: Desde o momento em que começamos a trabalhar na música, eu tinha o desejo de pintar uma cena em que a emoção permanecesse por muito tempo. A imagem que surgiu naturalmente foi a de unhas tingidas com flores de bálsamo. É um detalhe tão pequeno, mas que parece uma lembrança que qualquer pessoa poderia ter, então pensei que muita gente conseguiria se identificar com isso.

NOAH: Eu queria colocar várias camadas de cenas dentro de uma emoção muito calma e estática. Para mim, o verso “Dez dedos tingidos com bálsamo, neste dia de neve ao seu lado” realmente carrega tudo — espera, amor, promessa e a presença silenciosa de você e de mim dentro de uma melodia suave. Para expressar isso musicalmente, foquei em deixar espaços no arranjo e em criar um som que não forçasse demais as emoções.

BAMBY: Essa música me lembra um manhwa de romance puro. As histórias não ditas, as emoções pequenas, mas vívidas, e imagens como a primeira neve e as flores de bálsamo se unem para criar algo profundo e puro. Também tentei colocar na música uma emoção silenciosa, mas certa, e espero que, quando a PLLI ouvir, consiga sentir essa sinceridade suave junto com a gente.

EUNHO: Tingir as unhas com flores de bálsamo não é apenas uma brincadeira simples; é mais como um jogo cheio de sentimentos. Como você mencionou na pergunta, quando manchamos as unhas com bálsamo, fazemos desejos e esperamos pela primeira neve. Então, enquanto escrevia a música, eu queria que parecesse que essas emoções estavam se espalhando a partir das pontas dos dedos, de forma suave, mas clara.

HAMIN: Ter as unhas tingidas com bálsamo sugere que “estou esperando por alguém agora.” E o verso “No dia em que a primeira neve cair, as coisas continuarão as mesmas” expressa um coração que permanece inalterado ao longo do tempo. Queríamos muito capturar essa emoção calma, mas ao mesmo tempo cheia de peso e significado.


TIME HIT!: Recentemente, vocês ganharam o prêmio de “Artista Mais Popular” no Golden Disk Awards 2025. Como um grupo que estreou desafiando expectativas e redefinindo padrões da indústria, como é receber um reconhecimento tão significativo neste momento da trajetória de vocês?

YEJUN: Acima de tudo, fiquei profundamente emocionado pelo fato de que esse resultado foi construído a partir do amor dos nossos fãs. Vejo esse prêmio como uma prova calorosa de que a sinceridade do PLAVE e da PLLI realmente se encontrou. Sinceramente, nenhuma palavra de agradecimento é capaz de expressar completamente o quanto somos gratos.

NOAH: Nós sabemos muito bem que esse prêmio não é algo que recebemos apenas porque fomos bem. Ele existe graças à PLLI, que acreditou em nós e permaneceu ao nosso lado. Senti um grande conforto e uma gratidão imensa ao perceber que existem passos caminhando junto com o PLAVE.

BAMBY: Sempre desejei que o PLAVE fosse lembrado simplesmente como PLAVE. Que as pessoas nos reconhecessem por quem somos, sem rótulos ou explicações como “idol virtual”. Nesse sentido, esse prêmio representa exatamente esse momento. Sou extremamente grato à PLLI por tornar isso possível para nós.

EUNHO: Desde o debut como um grupo de idols virtuais, enfrentamos muitos obstáculos e olhares críticos ao longo do caminho, e esse prêmio parece ser o resultado de termos rompido todas essas barreiras com o apoio da PLLI. Graças aos nossos fãs, o PLAVE conseguiu continuar ultrapassando limites e avançando passo a passo.

HAMIN: O prêmio de “Artista Mais Popular” realmente mostra que muitas pessoas nos escolheram e continuam nos amando. Nunca vou esquecer esse sentimento e espero me tornar um artista que sobe a cada palco com muita sinceridade no coração.


TIME HIT!: Quando vocês debutaram, muitas pessoas ainda viam grupos virtuais como projetos experimentais ou atos digitais paralelos, e não como artistas realmente capazes de ocupar os palcos principais. Olhando para trás agora, como é perceber que vocês estão nos mesmos palcos e recebendo o mesmo reconhecimento e amor que alguns dos maiores nomes do K-pop?

YEJUN: Estar no mesmo palco que outros artistas significa que estamos sendo reconhecidos como artistas que têm a mesma legitimidade para ocupar esse espaço. Somos um grupo que ainda quer aprender muito, e sempre dá um frio na barriga dividir o palco com artistas que respeitamos profundamente. Mas, ao mesmo tempo, isso nos motiva a cantar com ainda mais sinceridade e mostra que também conseguimos tocar as pessoas do nosso próprio jeito.

NOAH: De certa forma, a nossa própria existência sempre foi uma pergunta. As pessoas costumavam questionar: “O virtual pode ser real?” ou “A emoção pode ir além da tecnologia?” Nós temos respondido a essas perguntas por meio da nossa música e das nossas performances o tempo todo. Sentir que essas respostas estão realmente sendo recebidas agora é algo extremamente intenso e emocionante para nós.

BAMBY: Exato, muita gente costumava pensar: “Artistas virtuais vão acabar chegando a um limite.” Mas eu acho incrível que estejamos, pouco a pouco, mudando essa percepção simplesmente por existirmos como PLAVE. E sou muito orgulhoso e grato à PLLI por caminhar conosco por esse caminho difícil.

EUNHO: Ainda deve haver pessoas que nos acham algo desconhecido ou distante, mas conseguimos sentir claramente que cada vez mais gente está nos reconhecendo como artistas de verdade, e isso significa muito para nós. Um enorme obrigado à PLLI por permitir que o PLAVE seja o PLAVE, e agradeço muito também aos nossos integrantes.

HAMIN: Eu acredito que a sinceridade emocional é o mais importante para um artista. Tenho orgulho de que o PLAVE esteja sendo reconhecido por isso, e isso nos dá muita força ao saber que mais pessoas estão começando a enxergar isso também. Ainda temos muito mais para mostrar e queremos continuar trabalhando cada vez mais pelos nossos fãs.

TIME HIT!: A arte do PLAVE combina música, atuação, captura de movimento, animação e direção de palco em uma performance única e integrada. À medida que a tecnologia se torna cada vez mais entrelaçada com o K-pop, como vocês enxergam a posição do PLAVE dentro dessa grande onda de inovação? E, além disso, vocês sentem que o trabalho que estão fazendo ajuda a estabelecer uma base — ou até um novo padrão — para futuros grupos virtuais que possam seguir os mesmos passos?

YEJUN: O PLAVE é um grupo movido pela convergência de uma quantidade incrível de tecnologia, mas o centro de tudo o que fazemos é sempre a emoção humana. A tecnologia é apenas o meio de expressão, então nunca queremos perder de vista que a mensagem e os sentimentos vêm em primeiro lugar. Espero que essa mentalidade também possa ser transmitida para futuros grupos virtuais.

NOAH: A tecnologia avança de forma extremamente rápida, mas preservar a emoção dentro desse progresso é, na verdade, muito mais difícil. Acho que o PLAVE é um grupo que prova que a tecnologia pode ser uma ferramenta para expressar sentimentos. Nós não somos apenas personagens criados pela tecnologia, e estamos mostrando que artistas virtuais podem crescer e se tornar emocionalmente próximos e identificáveis.

BAMBY: Tenho certeza de que isso também se aplica a outros artistas, mas cada pequeno movimento e cada expressão facial carregam intenção e significado. Para nós, existe uma responsabilidade extra em transformar tecnologia em arte. Espero que cada trabalho que criamos se torne uma chave que abra portas para a imaginação das equipes que vierem depois de nós.

EUNHO: Concordo. Algumas pessoas podem achar que a tecnologia faz tudo por nós, mas o que realmente importa é o quão vivos estamos dentro dela. Se aquilo que estamos criando agora puder, no futuro, se tornar um ponto de referência para outros artistas pensarem “isso também é possível”, isso significaria muito para nós.

HAMIN: Acho que o PLAVE é um grupo que está construindo cuidadosamente um equilíbrio delicado entre tecnologia e emoção, humanidade e arte. Acredito de verdade que nossos pensamentos e reflexões estão ajudando a estabelecer um padrão que mostra que artistas virtuais podem, sim, carregar histórias e emoções próprias.

TIME HIT!: O universo do PLAVE possui uma identidade artística muito distinta, que se estende pela música, pelos conceitos e pelas performances. Como vocês trabalham a construção do estilo e da personalidade individual de cada integrante dentro desse mundo, e o que esperam que os fãs percebam ou sintam ao vivenciar o cuidado e a criatividade por trás do trabalho de vocês?

YEJUN: Eu costumo focar bastante em deixar as texturas emocionais bem claras quando escrevo e canto. Por isso, as músicas do PLAVE — e especialmente as partes que eu canto — tendem a soar mais delicadas e cheias de nuances. Se os fãs conseguirem acompanhar esse fluxo emocional e pensar “é assim que os sentimentos do YEJUN estão inseridos nessa parte”, isso me deixaria sinceramente muito feliz.

NOAH: Acho que, de forma natural, eu tento criar contrastes entre intensidade e suavidade na música. Sei recuar nos momentos em que a emoção não precisa ser forçada, e quando ela precisa explodir, faço questão de que realmente ressoe. Espero que, quando os fãs ouvirem meus vocais e a música como um todo, ela permaneça no coração deles e os acompanhe por muito tempo.

BAMBY: Eu me vejo como alguém responsável por abrir um portal para a imaginação. Muitas das coreografias que crio transitam entre a realidade e os sonhos, e gosto de transmitir essa sensação de realidade e fantasia ao mesmo tempo. Ao criar conexões emocionais inesperadas que despertam diferentes sentimentos, espero que os fãs pensem: “Já senti essa emoção antes, mas nunca imaginei que ela pudesse ser expressa dessa forma”, e então acrescentem a própria imaginação por cima disso.

EUNHO: Eu fico responsável pela energia emocional. Muitas vezes sou quem acende a performance, e essa energia e vitalidade se manifestam no meu rap, nas letras e nos movimentos. Meu estilo não é baseado em um planejamento rígido, mas em tocar aquele ponto em que tudo parece prestes a explodir. Então, quando os fãs me assistirem, espero que sintam o contraste entre meu lado fofo e divertido e uma sensação imersiva que prende o público imediatamente.

HAMIN: Dentro do PLAVE, eu me vejo como um coordenador. Especialmente quando estou criando ou dirigindo coreografias, foco em ajustar os movimentos de cada integrante para que, no palco, tudo se una e gere a maior sinergia possível. Ao mesmo tempo, também atuo como alguém que equilibra o clima entre os membros mais velhos. Pessoalmente, mais do que ser uma estrela que chama atenção em um único momento, quero ser reconhecido como um artista que cresce de forma constante ao longo do tempo.

TIME HIT!: O show “DASH: Quantum Leap Encore”, realizado no Gocheok Sky Dome, reuniu cerca de 37 mil fãs — parabéns por essa conquista incrível! Considerando o nível de precisão técnica que um concerto virtual exige, qual foi o maior desafio nos bastidores durante a turnê, algo que o público talvez não perceba, mas que foi essencial para que tudo funcionasse perfeitamente?

YEJUN: Como o local era extremamente grande, prestamos muita atenção ao impacto visual e à escala geral que só poderiam ser mostrados em um espaço como aquele. Um show carrega uma sensação que existe apenas naquele lugar e naquele momento específicos. Eu queria que o PLAVE e a PLLI sentissem as mesmas emoções ao mesmo tempo, então, ao cantar e dançar, parecia que estávamos colocando no palco toda a energia acumulada de cada dia.

NOAH: Outra prioridade máxima foi garantir que o som, a iluminação e o áudio como um todo se encaixassem perfeitamente. Desta vez, nos apresentamos com uma banda ao vivo e também levamos dançarinos ao palco para preencher o espaço junto com a gente. A química não foi só entre os integrantes, mas também com a banda e todos os músicos de apoio, e acho que isso foi o que fez o concerto ser tão satisfatório.

BAMBY:
Desde as primeiras reuniões, falamos muito sobre criar um senso claro de fluxo, com começo, desenvolvimento e clímax bem definidos ao longo do show. Com uma duração de mais de duas horas, é essencial que exista uma narrativa no setlist ou na direção de palco, para que o público fique curioso sobre o que vem a seguir e acabe esquecendo completamente do tempo. Demos muita atenção a esse ritmo e equilíbrio.

EUNHO: Acho que me concentrei principalmente no básico: cantar com afinação precisa. Independentemente de sermos artistas virtuais ou não, ainda queremos apresentar um palco do qual possamos nos orgulhar. Além disso, foi muito importante olhar para os fãs e compartilhar de verdade aquele momento, aproveitando tudo juntos. Também usamos vários recursos, como palcos estendidos, para nos aproximar do público do nosso próprio jeito.

HAMIN: Já que você perguntou sobre a parte mais desafiadora, a apresentação em estilo busking no Gocheok Sky Dome foi a primeira coisa que me veio à mente. Em outras partes do show, nós cinco ocupávamos o palco juntos, mas nessa seção, cada um de nós apresentou uma música inteira sozinho, como se estivesse cantando nas ruas. Foi nesse momento que percebi o quão enorme aquele palco era, de uma forma totalmente nova. Antes do debut, o YEJUN e o NOAH chegaram a fazer apresentações de busking em espaços públicos reais, e naquele instante, acho que consegui sentir um pouquinho dos olhares e da forte vontade de fazer dar certo que eles devem ter sentido naquela época.

TIME HIT!: Recentemente, vocês lançaram uma versão natalina adorável e cheia de carinho de “BBUU!”. Se vocês pudessem pedir ao Papai Noel literalmente qualquer presente neste ano, o que desejariam?

YEJUN: Acho que eu gostaria de receber um presente capaz de pausar o tempo, nem que fosse por um instante. Ultimamente, os dias têm passado rápido demais. Eu queria poder parar o tempo em momentos importantes, junto com a PLLI, e observá-los por um longo tempo. Especialmente quando cantamos a última música em um show, poder aproveitar aquele momento só um pouquinho mais já me deixaria muito feliz.

NOAH: No meu caso, eu pediria um coração — ou talvez uma capacidade de memorização — que conseguisse guardar os momentos por muito tempo. Os momentos bons passam rápido demais, e até emoções preciosas podem se perder quando a vida fica corrida. Quero viver sem esquecer esses momentos, mantendo todos bem perto de mim, sem deixar nenhum escapar.

BAMBY: Como “BBUU!” é uma história sobre fadinhas dos sonhos, eu gostaria de um presente mágico que me permitisse encontrar a PLLI nos sonhos deles todas as noites. Imaginei a gente aparecendo nos sonhos deles no fim de um dia longo e cansativo, dizendo “BBUU!” para surpreender, e confortando com carinho, dizendo que eles se saíram muito bem naquele dia.

EUNHO: Que tal a habilidade de roubar o coração da PLLI? Ou talvez nunca engordar, não importa quantos lanchinhos eu coma todos os dias! Mas, falando sério, eu desejaria que a PLLI tivesse força para se manter saudável, tanto física quanto emocionalmente, e pudesse sorrir com felicidade. Esse seria o melhor presente para mim.

HAMIN: Hmm… acho que eu gostaria de ter a habilidade de copiar meus sentimentos exatamente como eles são e entregá-los às outras pessoas. Eu sempre digo à PLLI que os amo, mas às vezes as palavras não parecem suficientes para expressar tudo o que sinto. Então, eu realmente gostaria de poder mostrar o quanto os amo e o quanto sou grato a eles!

TIME HIT!: Caso vocês tenham a oportunidade de visitar o Brasil algum dia, existe algo que gostariam de vivenciar — seja comida, música ou lugares? Há algum aspecto da cultura brasileira que desperte especialmente a curiosidade de vocês ou que queiram conhecer melhor?

YEJUN: Quando penso no Brasil, a primeira coisa que me vem à mente é o samba. Eu adoraria ir a um lugar onde pudesse aprender a dançar samba.

NOAH: Eu gostaria de estudar mais sobre a cultura brasileira, então quero caminhar pelas ruas do Brasil por conta própria e vivenciar o dia a dia local de perto.

BAMBY: Eu também tenho interesse em samba, então, se tiver a chance, adoraria visitar um festival de samba no Brasil pessoalmente.

EUNHO: Ouvi dizer que o Brasil é muito conhecido pela comida deliciosa, além de ter mercados noturnos incríveis. Quero conhecer esses lugares e experimentar o máximo possível de comidas locais diferentes.

HAMIN: O Brasil é o país do futebol, então seria uma honra jogar uma partida com moradores locais da Terra. E, claro, a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é icônica, então também espero tirar uma foto em frente a ela.

TIME HIT!: Se vocês pudessem criar um videoclipe ou uma música inspirados em um gênero narrativo específico — como fantasia, mistério, romance ou aventura — qual escolheriam e por quê?

YEJUN: Em vez de nos prendermos a um gênero específico, eu adoraria criar uma música com um beat que a PLLI da América Latina realmente pudesse curtir. Acho que isso também seria um grande desafio para nós.

NOAH: Quero tentar R&B. Amo R&B desde pequeno, então gostaria muito de trabalhar de forma mais aprofundada em uma faixa desse gênero.

BAMBY: Para mim, seria hip-hop. Acho que esse estilo poderia mostrar um lado completamente diferente do PLAVE, então quero explorar o hip-hop até o fundo.

EUNHO: EDM. Quero fazer música baseada em sons eletrônicos, porque adoro músicas com batidas empolgantes.

HAMIN: Eu gostaria de tentar produzir house music. Quero trabalhar em uma faixa que tenha uma identidade única, mas que também seja estilosa e sofisticada.

TIME HIT!: Em pouco mais de dois anos de carreira, vocês já alcançaram marcos incríveis e continuam conquistando cada vez mais fãs e admiradores ao redor do mundo, chegando inclusive a figurar entre os 15 artistas de K-pop mais vendidos de 2025. Olhando para o futuro, como vocês imaginam a evolução musical e artística do PLAVE nos próximos cinco anos, e de que formas esperam que o grupo cresça criativa e conceitualmente?

YEJUN:
Antes de tudo, acredito que continuaremos focando em refinar a identidade do PLAVE e deixar nossa “cor” ainda mais clara. Eu realmente acredito que, no fim das contas, os artistas são lembrados por meio da música. Os vocais dos integrantes, a coreografia e a sensibilidade emocional estão em constante evolução, então quero mostrar esse crescimento — e lados nossos que o público ainda não viu — por meio de uma grande variedade de gêneros e palcos.

NOAH: Em “BBUU!”, incluímos na letra não apenas coreano, mas também trechos em inglês, japonês e chinês, e a PLLI global gostou muito disso. Daqui para frente, espero que possamos lançar mais músicas e conteúdos que nos façam sentir ainda mais próximos dos fãs ao redor do mundo. E espero que chegue o dia em que possamos ver nosso nome com orgulho em lugares como as paradas da Billboard.

BAMBY: É incrível e empolgante ver o quanto a PLLI ama nossa música e coreografias, e como os fãs discutem e interpretam juntos os significados e mensagens por trás das nossas canções. As pessoas costumam dizer que grandes filmes ou livros inspiram diferentes interpretações e histórias. Espero que cada música que lançarmos e cada palco que apresentarmos se tornem algo que permaneça com os fãs como memórias e emoções que ecoem por muito tempo.

EUNHO: Quero que o PLAVE seja sempre um grupo que aceite novos desafios ou tente coisas que ninguém tentou antes. Gostaria muito que fôssemos ousados na diversidade de gêneros e na expansão da expressão emocional. Já tivemos experiências como aparecer de surpresa como produtores no BOYS II PLANET e nos apresentar ao lado de outros artistas, e espero que continuemos explorando todo o potencial do PLAVE ao aceitar ainda mais desafios.

HAMIN: Meu objetivo é que a voz do PLAVE alcance ainda mais longe, por toda a Terra. Quanto mais shows fazemos, mais sinto o quanto crescemos a cada vez. Quero que continuemos correndo até que o PLAVE seja listado como um daqueles artistas cuja performance ao vivo você precisa ver pelo menos uma vez na vida. Além disso, espero que possamos surpreender o público com um novo nível de performance que só o PLAVE consegue entregar. E, quem sabe, até lá, talvez estejamos realizando um show do PLAVE no Brasil!

TIME HIT!: Por favor, deixem uma mensagem para a PLLI brasileira!

YEJUN: Sentimos de verdade todo o amor e apoio que vocês nos enviam, mesmo de tão longe. Espero que chegue o dia em que finalmente possamos nos encontrar! Quando esse dia chegar, vou cantar com todo o meu coração para vocês.

NOAH: Vamos retribuir todo o amor que vocês nos deram com a nossa música. Por favor, esperem só mais um pouquinho. Com certeza vamos nos encontrar novamente, eu prometo!

BAMBY: Muito obrigado por amarem o PLAVE. Mal posso esperar para ver todos vocês! Por favor, aguentem firme só mais um pouquinho até o dia em que nos encontrarmos.

EUNHO: Eu realmente quero muito encontrar vocês. Sabemos e sentimos toda a paixão, o amor e o apoio que vocês nos enviam! Um dia, com certeza, vamos nos encontrar no palco.

HAMIN: Obrigado, como sempre, por nos enviarem seus corações tão calorosos. Vamos nos encontrar sob os céus azuis do Brasil algum dia.

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Videoclipe Oficial de “BBUU!” (Créditos: Reprodução/PLAVE/Youtube). 

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